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A história das lentes de contato

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As lentes de contato são ótimas substituições para aqueles que apresentam algum problema visual e não querem fazer o uso do óculos de grau de forma constante. O uso de máscaras faciais devido a pandemia da Covid-19 explicitou a desvantagem do óculos em certos momentos.

Isso porque, muitas vezes, os óculos ficam embaçados e, consequentemente, deixa a visão turva. As lentes entram como ótimas auxiliares nesse momento. No entanto, não são todas as pessoas que podem utilizá-las. Cada caso deve ser analisado individualmente, uma vez que o formato do olho deve ser observado por um médico, assim como a lente adequada para ele.

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Para quem não é adepto das lentes de contato, ver alguém colocando-as pode gerar agonia. A causa desse estranhamento é que o processo é, de fato, inserir um objeto nos olhos. Apesar disso, a história das lentes é bastante interessante e você vai descobri-la agora.

A história

Registros apontam que o inventor da lente foi Leonardo Da Vinci. Por volta de 1508, ele imaginou a construção de uma lente que, posta na superfície do globo ocular, poderia corrigir os problemas de visão. Essa discussão teve início com experimentos realizados por ele para testar a alteração da força da córnea usando uma tigela de água.

Há certo debate sobre essas discussões terem sido realizadas especificamente com o objetivo de correção da visão ou como uma extensão dos estudos de Da Vinci sobre as funções do olho humano, uma vez que ele era adepto dos estudos do corpo. Independentemente das motivações que ele apresentou para explorar versões iniciais da lente de contato, esse processo gerou frutos.

No século XVII, já em 1636, o filósofo, físico e matemático francês René Descartes foi autor de uma ideia que cumpria o mesmo propósito, embora fosse bastante improvável de ser utilizada. O conceito envolvia encher um tubo de vidro com água e colocá-lo sobre a córnea. Ao contrário das lentes de contato de hoje, o vidro transparente projetava-se para fora, o que as tornava impossíveis de serem usadas.

A ideia utilizada por ele tinha razões lógicas, por mais que a execução do projeto transformasse as lentes em algo distante da realidade. Apesar desses importantes precursores, as populares lentes de contato só foram primordialmente desenvolvidas nos fins do século XIX, pelo fabricante de peças óticas F. E. Muller e pelo médico suíço Adolf Eugen Fick.

Essas lentes, chamadas de contatos esclerais, eram grandes e desconfortáveis. As limitações tecnológicas da época contribuíram para que os protótipos iniciais não tivessem muito sucesso. Essas primeiras lentes de contato foram desenvolvidas por meio do uso do vidro e, por conta da rigidez do material, acabavam ferindo os olhos de seus usuários.

No ano de 1929, o oftalmologista nova-iorquino William Feinbloom desenvolveu uma nova lente por meio de um material criado da mistura do vidro e do plástico. Apesar do avanço no tipo de material empregado, essas lentes ainda eram bastante rígidas e tinham uma dimensão que causava bastante incômodo a quem as usava.

A partir de então, o aprimoramento do material e do tamanho das lentes permitiu a popularização dos primeiros modelos comerciais. Uma das lentes mais conhecidas dessa época foi criada pelo ótico Kevin Tuhoy, em 1948.

A película gelatinosa só foi inventada no início da década de 1970, quando a empresa Bausch & Lomb concebeu lentes de contato mais confortáveis e maleáveis. Como o processo de manutenção e higienização das lentes de contato era outra chateação para os usuários, vários cientistas começaram a desenvolver um modelo que fosse descartável.

Dessa forma, o usuário poderia empregar as lentes de contato somente quando desejasse, principalmente em momentos que a utilização do óculos não seria agradável. No entanto, no Brasil os adeptos ao uso dela ainda se resumem a cerca de 1% daqueles que apresentam problemas oculares. Em âmbito mundial, apenas 2% de toda a população faz uso desse apetrecho, ou seja, cerca de 125 milhões de pessoas.

Complicações

Apesar das inúmeras vantagens do uso de lentes de contato, esse processo deve ser feito com cautela e cuidado. A higienização das mãos é fundamental tanto para colocar o apetrecho nos olhos quanto para retirá-lo.

Caso as lentes sejam manuseadas com as mãos sujas ou caso a mesma lente seja usada por muito tempo, infecções e até problemas mais graves podem ser desenvolvidos. É importante ressaltar que o início do uso do material deve ser bem acompanhado por médicos, assim como a continuação dele.

Trata-se da saúde dos olhos e, consequentemente, de todo o corpo. Doenças podem surgir em todo o globo ocular, que tem diversas particularidades. As mais comuns estão na pálpebra e na córnea e, normalmente, são causadas por bactérias.

Como exemplo de possíveis doenças causadas pelo mau uso das lentes de contato estão a dermatite de contato, a conjuntivite papilar gigante, a erosão da córnea e a ceratocone. Fica explícito, então, a necessidade do cuidado com o material e com a própria saúde ocular.

O conforto do globo ocular deve ser preservado com o armazenamento e manuseio correto das lentes. Além disso, é importante ficar atento ao período máximo em que é permitido ficar com o apetrecho nos olhos e quando ele deve ser trocado.

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