História

A visita da Princesa Diana e do Príncipe Charles ao Brasil, em 1991

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O Brasil é um país adorado e admirado por muitos. Diversas personalidades influentes já passaram por aqui, como foi o caso da princesa Diana e do príncipe Charles. Eles desembarcaram na Base Aérea de Brasília, no dia 22 de abril de 1991. A viagem durou até o dia 27 do mesmo mês.

A visita tinha motivos oficiais, mas nem por isso o casal (principalmente a princesa, carinhosamente apelidada de Lady Di) deixou de conhecer pontos turísticos do país. Na época, o relacionamento entre eles já estava comprometido.

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A visita ao Brasil

O motivo principal da visita do príncipe ao Brasil era a questão ambiental. Na manhã do dia 23, Charles e Diana se encontraram com o então presidente Fernando Collor de Melo. O príncipe queria que o Reino Unido e o Brasil estivessem alinhados quando acontecesse a ECO-92, a Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente. 

A ocasião foi marcada pela tentativa de um invasor, que queria beijar o herdeiro do trono britânico. O acontecimento foi barrado pelos seguranças. Posteriormente, Charles e o presidente Fernando Collor se dirigiram a um evento marcado no iate ‘Brittannia’, em Belém do Pará.

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A princesa, por sua vez, era quem recebia a maior parte dos holofotes. Ela conversava com todos que se aproximavam, era carinhosa e atenciosa. Como o casamento já estava balançado, ela não acompanhou o marido na ida a Belém, que tinha o objetivo de tratar de questões sobre a Amazônia. 

Diana seguiu seu próprio roteiro e visitou locais como o Cristo Redentor, no Rio de Janeiro, e as Cataratas do Iguaçu, na divisa entre o Brasil e a Argentina. Além disso, ela marcou presença em hospitais e escolas destinadas a crianças carentes.

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No entanto, a princesa também presenciou uma pequena manifestação ao chegar na sede da Legião Brasileira de Assistência (LBA). No ato, a população gritava: “aqui não é Inglaterra, falta pão e falta terra”, para sinalizar a crise econômica vivenciada no governo de Collor. 

Um dos atos mais significativos realizados por Diana no Brasil foi a visita à Fundação Estadual do Bem Estar do Menor (Febem), em São Paulo. Na ocasião, ela segurou uma criança soropositiva no colo. Esse ato ganhou grandes proporções porque, na época, a AIDS ainda era vista com grande preconceito e muitas pessoas se afastavam daqueles que possuíam a doença.

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O fato da princesa colocar em seu colo uma criança soropositiva era um sinal importante de que não havia motivos para que as pessoas não quisessem se aproximar, visto que não havia como a doença ser transmitida dessa maneira. Diana lutava contra o estigma da AIDS e, anos antes, em 1987, ela havia inaugurado a primeira unidade do Reino Unido para tratar infectados pelo HIV.

A separação de Charles e Diana

Um ano depois da visita ao Brasil, em 1992, o casal real se separou. Mesmo assim, o divórcio saiu apenas em 1996. O acordo do divórcio durou vários anos (após a separação não oficial) até que fosse interessante para as duas partes. Em 1996, quando foi firmado, Diana recebeu a quantia fixa de 17 milhões de libras, bem como 400 mil libras por ano. O casal assinou um termo de confidencialidade que os proibia de discutir os detalhes do divórcio ou de sua vida conjugal.

Apenas um ano depois do divórcio, em 1997, Diana morreu em um acidente de carro. Ela jantava com o então namorado, Dodi Al-Fayed, em um hotel de Paris, quando os paparazzis começaram a importuná-los. Com isso, o casal optou por ir embora e entraram no carro acompanhados do segurança Trevor Rees-Jones, e do motorista Henri Paul.

A versão oficial dos fatos indica que o motorista perdeu o controle do carro e bateu em um pilar do túnel da Ponte de l’Alma enquanto fugia dos paparazzi. Contudo, ainda hoje diversas teorias da conspiração rodeiam a morte da princesa.

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Muitas pessoas afirmam ter encontrado indícios de que o acidente foi planejado pela família real. Há, inclusive, uma carta escrita à mão por Diana em que ela dizia que tinha medo de que Charles a matasse. Ainda assim, nada foi provado.

O segurança foi o único sobrevivente da colisão. Ele precisou passar por uma delicada cirurgia, já que fraturou muitos ossos. Após ficar meses em coma e internado em um hospital, Rees-Jones afirma não se lembrar de nenhum detalhe do acidente.

Fonte: Aventuras na História

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