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Aparentemente no Sol chove, entenda

POR Cristyele Oliveira    EM Ciência e Tecnologia      14/05/19 às 16h24

Aqui, do ponto em que estamos no planeta Terra, estamos familiarizados com vários fenômenos atmosféricos. Esses fenômenos acabam por serem eventos climáticos, como a chuva, por exemplo. A chuva nada mais é do que a precipitação das gotas líquidas ou sólidas de água das nuvens sobre a superfície da Terra. Para nós, o ciclo da chuva é algo totalmente corriqueiro, mas e quanto ao Sol? Você já pensou na possibilidade de chover na estrela central do nosso Sistema Solar? Pois saiba que sim, também chove no Sol.

No entanto, esse fenômeno climático acontece no Sol de forma bem diferente de como é aqui na Terra. Não estamos falando de chuva de água, mas sim de uma chuva de gás superaquecido. Entenda como funciona a chuva na grande estrela.

Chuva no sol

A maior estrela do nosso sistema solar nada mais é do que uma bola de hidrogênio e hélio gigante. O sol está constantemente unindo elementos, e criando o calor que nos mantém vivos na Terra. Além disso, o sol também é o palco de uma atividade magnética que regularmente libera raios de partículas carregadas. Quando a Terra está no caminho, essas partículas carregadas de energia resultam em auroras na atmosfera e podem até encurtar os satélites.

Esse fenômeno é uma parte de como a "chuva" do sol funciona. Esses elementos, que formam a grande estrela, se encontram na grande maioria em forma de plasma, um gás eletricamente carregado. Naturalmente, o plasma tende a fluir ao longo de loops magnéticos de matéria que surge da superfície do sol. Quando chegam ao ponto máximo, eles retornam de novo para a superfície.

A ideia de que o plasma sobe acima e para fora do sol é algo como um carro em uma montanha-russa. No ponto mais alto do trajeto, o topo da montanha-russa, o plasma está mais frio porque está mais distante do sol. Nesse ponto mais alto, parte dele esfria e cai de volta ao sol como precipitação, precisamente como uma chuva na Terra.

A descoberta

No entanto, a descoberta desse fenômeno foi uma surpresa. A pesquisadora Emily Mason, do Goddard Space Flight Center da NASA, em Maryland, não estava exatamente procurando por chuva no Sol. A sua pesquisa, no entanto, tinha o intuito de encontrar evidências de chuva em "flâmulas de capacete" (pequenas chamas), os loops magnéticos que saem do sol durante um eclipse. Algumas simulações indicaram que eles realmente estavam lá, e observações prévias de partículas fluindo da estrela também.

Depois de vários meses de pesquisa e nenhum resultado satisfatório para apresentar a comunidade científica, Mason decidiu procurar chuva em loops magnéticos menores. Esses loops foram projetados em alta definição pelo Solar Dynamics Observatory (SDO) da NASA. Mesmo que sejam apenas 2% mais altas que as flâmulas de capacete, e automaticamente menos propensas a se refrescarem, foi possível ver a chuva. Essa descoberta inesperada levou os pesquisadores a cogitar que essas pequenas estruturas também poderiam ajudar a resolver outro mistério solar.

A atmosfera superior do sol é de milhões de graus de temperatura. No entanto,  a camada abaixo dela é de apenas alguns milhares de graus. O que faz com que a atmosfera superior seja mais quente do que a atmosfera inferior ainda é um mistério. Mas, tendo em vista a localização e a estrutura dos circuitos chuvosos, os cientistas têm um ponto de partida para tentar solucionar o mistério sobre o aquecimento naquela região.

E você, o que achou dessa descoberta? Conta para a gente nos comentários e compartilhe com os seus amigos.

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Cristyele Oliveira
EQUIPE FATOS DESCONHECIDOS, BRASIL
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