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Astrônomos encontram água em planeta a anos luz de distância da Terra

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Se você achou que só a Terra – e talvez Marte – possuíam água nos arredores do espaço, estava enganado. O Observatório W. M. Keck, nos Estados Unidos , descobriu a presença de água e a falta de metano na atmosfera de um planeta localizado a 179 anos-luz de distância. Localizado na constelação de Pegasus, ele é um dos exoplanetas orbitantes. O nome do exoplaneta é HR 8799.

HR 8799

O HR 8799 foi visto pela primeira vez em 2008. O gigante de gás, com cerca de sete vezes a massa de Júpiter, orbita a sua estrela a cada 200 anos. As observações, e a descoberta de água, foram realizadas pela combinação de duas tecnologias de telescópio no Keck. A primeira é a óptica adaptativa, que neutraliza efeitos de desfocagem da atmosfera da Terra. A segunda é um espectrômetro no telescópio Keck 2, chamado NIRSPEC, de alta resolução, que trabalha com luz infravermelha.

“Esse tipo de tecnologia é que queremos usar no futuro para procurar sinais de vida em um planeta parecido com a Terra. Ainda não chegamos lá, mas estamos indo em frente”, disse Dimitri Mawet, professor de astronomia no Instituto de Tecnologia da Califórnia, nos EUA. O planeta é o primeiro a ter imagens captadas diretamente. Depois de captadas, essas imagens podem ser analisadas quanto à composição química nas atmosferas dos planetas.

Fora do sistema solar

O Observatório Keck está desenvolvendo um novo instrumento para continuar os seus estudos, o Keck Planet Imager e Characterizer (KPIC), que usará óptica adaptativa de espectroscopia para ter um efeito ainda melhor. Ele conseguirá observar planetas ainda mais difíceis do que o HR 8799.

“Agora, com Keck, já podemos aprender sobre a física e a dinâmica dos gigantes planetas exóticos, que não são nada como os planetas do sistema solar. Estamos certos sobre a falta de metano neste exoplaneta. Isso pode ser devido à uma mistura. O metano, que esperamos estar na superfície, poderia ser diluído se o processo de convecção levar camadas mais profundas do planeta que não têm metano”, afirmou o principal  autor da pesquisa, Ji Wang, professor na Ohio State University.

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