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Cientistas fizeram um estudo sobre abraços e foi isso que eles descobriram

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Em suma, já fazem praticamente dois anos que vivemos a pandemia de COVID-19. Ademais, nesse tempo tivemos que nos afastar um dos outros e, consequentemente, evitar o toque físico. Talvez, algumas pessoas podem estar até sem prática quando o assunto é abraço. Contudo, um estudo foi feito para identificar o abraço perfeito.

Segundo experimentos feitos antes do começo da pandemia, tanto em laboratório como no mundo real, as pessoas tendem a ter mais prazer com abraços quando eles duram cinco segundos ou mais.

Além disso, as pessoas tendem a dar abraços de uma forma cruzada, em que um braço passa por cima do ombro do outro, enquanto o outro braço vai por baixo do ombro. Isso é diferente do abraço “pescoço na cintura”, onde uma pessoa abraça a cintura e a outra o pescoço.

Abraços

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Em laboratório, os abraços tipo “pescoço cintura” e “cruzado” foram considerado agradáveis da mesma maneira por 47% dos participantes do sexo feminino. Os que duraram apenas um segundo foram os menos agradáveis. Já os entre cinco e 10 segundos foram considerados igualmente agradáveis.

Contudo, existem as pessoas que acham um abraço de 10 segundos muito longo. Os autores ficaram surpresos com os resultados e suspeitaram que os participantes se acostumaram com os abraços mais longos durante o experimento.

Um participante escreveu “parece melhor a cada vez, eu devo dizer”, em seu feedback. Um outro pediu para deixar o estudo no meio do abraço de 10 segundos.

No mundo real, algumas evidências sugerem que um abraço dura aproximadamente três segundos. Os pesquisadores aconselham a deixar o tempo mais perto de cinco segundos do que de 10. Até porque, provavelmente, esse tempo menor irá parecer mais fácil de ser atingido pelas pessoas.

Estudo

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“Nossas descobertas sugerem que abraços mais longos são mais agradáveis ​​do que abraços muito curtos e abraços cruzados são mais comuns do que abraços no pescoço e na cintura”, pontuaram os pesquisadores.

Infelizmente, por conta da pandemia, interrompeu-se a replicação desse experimento entre os participantes do sexo masculino. Por conta disso, não está claro se essa preferência por abraços mais longos existe em qualquer sexo e gênero.

Até porque, o estilo de abraço é diferente dependendo de quem está dando e recebendo ele. Assim como foi visto pelos pesquisadores quando eles selecionaram, de forma aleatória, 206 pessoas em um campus universitário para se abraçarem espontaneamente. Com isso, eles encontraram diferenças notáveis entre os participantes masculinos e femininos.

Geralmente se usava o abraço cruzado com mais frequência. Isso era especialmente verdade quando ele era dado entre participantes do sexo masculino. Os pares homem-homem deram abraços cruzados 82% das vezes. Já as participantes do sexo feminino pareciam aceitar mais o abraço pescoço-cintura quando abraçavam tanto mulheres quanto homens.

Descobertas

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Essas descobertas vão de encontro às pesquisas anteriores de 1995. Elas também descobriram que os abraços entre homens são feitos de uma forma diferente do que os abraços entre mulheres.

O estudo atual pode responder algumas perguntas até certo ponto. Até porque ele foi feito somente com uma cultura e entre uma faixa etária relativamente jovem, entre 18 e 43 anos. Outro ponto foi que os experimentos de laboratório foram feitos apenas com participantes do sexo feminino. Um fato importante de relatar é que eles também não controlaram a pressão do abraço.

Por tudo isso, ainda existem várias perguntas a se responder a respeito de como os humanos se abraçam e quais são as mensagens que o gesto pode transmitir.

“Prevemos que os estudos apresentados aqui fornecerão uma base para pesquisas futuras sobre o toque agradável, especialmente para pesquisas sobre abraços, que são altamente prevalentes, mas ainda muito pouco estudados”, concluíram os pesquisadores.

Fonte: https://www.sciencealert.com/science-provides-the-instructions-on-how-to-deliver-the-perfect-hug

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