Cinco descendentes vivos de Leonardo Da Vinci identificados por cientistas italianos

O pintor Leonardo da Vinci é uma das figuras históricas mais importantes do mundo das artes e chama muita atenção dos pesquisadores até os dias de hoje. Tanto que novas descobertas sobre a vida pessoal dele são feitas com frequência. Como no caso dessa descoberta de cientistas italianos de cinco descendentes vivos de Leonardo Da Vinci. Todos eles estão na Toscana, não muito longe da região onde nasceu o pintor da Mona Lisa.

Esses cinco descendentes vivos de Leonardo Da Vinci tem uma DNA correspondente a segmentos do cromossomo Y retirados dos ossos do pintor que foi enterrado com a família na Igreja de Santa Croce, na cidade de Vinci.

Os homens identificados como descendentes do polímata, uma pessoa que possui conhecimento em mais de uma área, parecem compartilhar algumas paixões e excentricidades do seu antepassado famoso.

Descendentes de Leonardo Da Vinci

Meu DNA diz

O descendente mais velho de Leonardo da Vinci é Dalmazio Vinci, de 89 anos. O homem é apaixonado por aviação. Ele começou a vida construindo aeromodelos e tirou licença de piloto. Além disso, Dalmazio construiu um dos primeiros carrinhos de rolimã motorizados da Itália e até inventou novos sistemas de hélices para aviões e de refrigeração para navios.

Outro descendente é Mauro Vinci, de 79 anos. Ele é artesão e tem suas tapeçarias no leito de pessoas famosas, como por exemplo, o presidente russo Vladimir Putin. O terceiro descendente de Leonardo Da Vinci é Bruno Vinci, de 81 anos, que já foi metalúrgico e lembra que por anos seu pai e tias tentaram provar que eles descendiam do famoso pintor, mas não tiveram sucesso.

“Me perguntaram tantas vezes, de brincadeira, ‘então, você é descendente de Leonardo da Vinci?’. No fim, acabou sendo verdade”, disse Giovanni Vinci, técnico aposentado.

O descendente mais novo de Leonardo da Vinci é Milko Vinci, que assim como o pintor é canhoto. “Desde pequeno, sempre gostei de desmontar as coisas para ver como funcionam”, disse ele.

A ancestralidade de Leonardo da Vinci é estudada há anos por uma equipe de pesquisadores, historiadores, biólogos moleculares e antropólogos forenses. Como resultado, eles conseguiram uma árvore genealógica datada de 1331 com 21 gerações inclusas e mais de 400 pessoas.

Embora o pintor, que morreu em 1519, não tenha deixado filhos, é acreditado que ele teve 22 meios-irmãos. Em 2016 foi lançado o projeto para reconstruir a árvore genealógica do renascentista, coordenado pela Universidade Rockefeller. O foco desse projeto é no cromossomo Y, transmitido inalterado de pai para filho.

“Nossa meta ao reconstruir a linhagem da família Da Vinci até os dias atuais é possibilitar a pesquisa científica sobre seu DNA. Com a recuperação do DNA de Leonardo, esperamos entender as raízes biológicas de sua extraordinária acuidade visual, criatividade e, possivelmente, até aspectos de sua saúde e as causas de sua morte”, concluiu Alessandro Vezzosi, um dos pesquisadores.

Fonte: O Globo

Imagens: Meu DNA diz

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