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Duas sondas pousaram em um asteroide pela primeira vez na História

POR Jesus Galvão    EM Ciência e Tecnologia      25/09/18 às 17h25

Duas sondas foram lançadas pela espaçonave japonesa Hayabusa-2 e pousaram em um asteroide pela primeira vez na História. O pouso aconteceu na última sexta-feira, 21. Os rovers batizados de Minerva II-1 desceram no asteroide Ryugu, que possui cerca de 900 metros de diâmetro e está localizado há cerca de 280 milhões de quilômetros da Terra.

A Agência Japonesa de Exploração Espacial, JAXA, noticiou tal feito em sua conta oficial da missão no Twitter. Mas nem tudo foi tão simples quanto parece. A Hayabusa-2 precisou se aproximar a uma distância de cerca de 55 metros do asteroide para que as sondas pudessem ser lançadas.

Minerva II-1

O Minerva II-1 pesa cerca de 1 kg cada uma e foram projetadas para coletar dados do asteroide como sua massa, densidade, informações a respeito de sua gravidade, composição mineral e elementar. A Hayabusa-2, que transportou as sondas, foi lançada em 2014. Entretanto, somente agora em junho ela chegou ao Ryugu, que orbita entre a Terra e Marte.

Uma curiosa característica do asteroide tem intrigado os cientistas que estão muito empolgados para estudá-lo. O Ryugu, diferente de outros objetos de tamanhos semelhantes ao seu, gira lentamente em torno de seu próprio eixo, levando cerca de 7,5 horas para isso. As suspeitas são de que o asteroide talvez tenha sido muito maior e teria se separado em algum momento de sua história, que é desconhecido.

Além do mais, sondas que serão enviadas ao Ryugu, na missão da Hayabusa-2, ainda devem explodir uma cratera no asteroide até o fim do primeiro semestre de 2019. Uma câmera será utilizada para documentar a explosão, enquanto a espaçonave se posicionará no lado oposto do asteroide, a fim de evitar quaisquer problemas com os detritos ocasionados pela explosão.

O asteroide Ryugu

Amostras das rochas extraídas das profundezas do asteroide devido a detonação dos explosivos de cerca de dois quilos, serão coletadas para ajudar os cientistas a compreenderem como foi formado o asteroide durante a formação do próprio sistema solar. As amostras devem ser trazidas à Terra até o final de 2020 para análises.

Essa é a segunda parte da missão que teve início no projeito Hayabusa, que contava com uma outra versão da espaçonave, e que em 2010 voltou à Terra depois de 6 bilhões de quilômetros percorridos em seis anos, onde foram coletadas 1,5 mil partículas de asteroides.

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Via   Galileu  
Jesus Galvão
Goiano, Canceriano e Publicitário.
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