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Essa mulher faliu duas vezes antes de criar franquia de beleza que fatura R$ 8 milhões

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A carioca Carina Arruda, de 36 anos, acreditava que o empreendedorismo era a melhor solução para construir sua trajetória profissional. Por isso, após falir duas vezes, Arruda criou uma franquia de beleza, que hoje fatura R$ 8 milhões.

O empreendedorismo veio de família, desde a infância viu a mãe trabalhar duro como vendedora e feirante para sustentar a casa.

“Com uns 11 anos eu já ia à feira com ela e comecei a aprender como organizar e gerir um negócio”, relata Carina, que não conseguiu terminar a faculdade. Ela começou a empreender por necessidade.

Primeiros empreendimentos e a franquia de beleza

Foto: Divulgação/Veja SP

Aos 17 anos, depois de sua mãe sofrer um AVC, Carina abriu uma papelaria, mas de maneira informal, porque não era emancipada. “Tive que tomar a frente para conseguir o sustento da família”, afirma. 

No entanto, a empresa não deu certo, e Carina começou a trabalhar como vendedora. Em paralelo, ela abriu uma distribuidora de água, aos 21 anos. “Na época eu não tinha inspiração para abrir algo que realmente estivesse alinhado aos meus propósitos, algo essencial para uma empresa dar certo”, conta.

De acordo com Carina, faltava preparo de gestão, fluxo de caixa e planejamento. “Cheguei a ter crises de síndrome do pânico sempre que chegava o momento de pagar os funcionários”, diz.

Com uma dívida de R$ 50 mil, ela começou a trabalhar na área comercial de um jornal de grande circulação do Rio de Janeiro. Esse emprego era comissionado pela venda de publicidade e, em um ano, o salário de Carina foi de R$ 3 mil para R$ 25 mil. 

Mais segura financeiramente e com um planejamento, Carina decidiu abrir uma nova empresa: em 2013, ela fundou a MyLash Extensão de Cílios, uma rede de franquias que atualmente é referência nacional na área de beleza. Em 2021, o negócio faturou R$ 8 milhões e, neste ano, tem a perspectiva de alcançar R$ 15 milhões.

Após os aprendizados dos negócios anteriores, ela sabia que precisava criar algo que tivesse um propósito genuíno. “Cuidar dos outros sempre me tocou muito e resolvi abrir uma empresa que, de alguma forma, auxiliasse na autoestima das pessoas”, diz. 

Para Carina, ao empreender, é preciso ter paixão pelo negócio. “Assim, quando algo der errado – e vai dar, pois o começo é difícil -, você tem mais força para persistir.”

Desapegando do plano inicial

Foto: Divulgação/Veja SP

Carina afirma que existem dois pontos essenciais para um negócio dar certo. O primeiro é adaptabilidade. “Quando comecei a montar a empresa, meu foco era design de sobrancelhas, mas ouvindo as clientes e pesquisando o mercado, descobri a extensão de cílios, serviço que há dez anos pouco se falava por aqui”, declara.

Apesar de não falar inglês, a empresária se inscreveu em um curso da Novalash, nos Estados Unidos, uma das primeiras academias de treinamento em extensão de cílios. “Contratei uma tradução simultânea para entender o que os professores falavam”, conta. 

Após isso, fez outras especializações em Nova York, Las Vegas e Coreia do Sul. “Adaptação é a palavra mais importante para criar um negócio. Você precisa flexibilizar e, às vezes, desapegar do plano inicial”, ressalta. 

O segundo ponto essencial é o marketing. Para divulgar a empresa, Carina começou a entrar em contato com produtoras de TV para entrar em contato com as celebridades. Após fazer cílios de algumas famosas, conseguiu clientes como Giovanna Antonelli e Sharon Menezes. 

Com apenas três meses de funcionamento, o estúdio já tinha fila de espera. Atualmente, além do atendimento no salão, Carina é convidada para fazer os cílios de protagonistas de novelas na Rede Globo e HBO.

Estímulo para contratação de mulheres na franquia de beleza

Foto: Divulgação/Veja SP

Carina destaca que, além das dificuldades que todos os empreendedores têm que passar, como gestão e finanças, as mulheres precisam provar a sua capacidade constantemente.

“Em muitas conversas com investidores, fui questionada se não havia mais alguém na empresa, quem estava por trás do que eu apresentava. É como se uma mulher não pudesse montar um negócio de sucesso sozinha”, afirmou.

Por causa disso, Carina sempre teve como foco o público feminino e vem tentando fazer a diferença para muitas mulheres, inclusive dentro da empresa. Entre os 40 funcionários da rede, 95% são mulheres.

“Gerar empregos para mulheres é um dos nossos valores. Por isso, cada vez mais buscamos fornecedores e funcionários do gênero feminino. Além disso, criamos incentivos para contratação, como dar treinamento gratuito para substituir temporariamente uma colaboradora que ficou grávida na unidade franqueada”, declara. 

A empresária acrescenta que muitas empresas reclamam de trabalhar com muitas mulheres por causa do período de gestação.

“Criamos esse incentivo para a gravidez não ser vista como algo que causa prejuízo ao negócio. Apoiamos e acolhemos nossas colaboradoras”, finaliza. 

Fonte: Universa

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