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Esse é o último veredito sobre o futuro do café

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Quando falamos de mudança climática, sabemos que ela está afetando tudo no mundo. Sempre pensamos nos animais, mares, ou florestas quando falamos delas. Assim, a mudança do clima é uma realidade que os agricultores enfrentam. Portanto, o futuro de alguns alimentos é preocupante. Alguns produtos que, hoje, são bastante populares, ficarão cada vez mais raros e caros, como o tão amado café.

Tanto que, em um cenário moderado de mudança climática, o mundo pode perder metade das melhores terras para se cultivar o café. Nosso país, por exemplo, terá uma diminuição de 79% das terras boas para o cultivo do café.

Essa descoberta importante foi feita por um novo estudo de cientistas na Suíça que avaliaram os potenciais impactos das mudanças climáticas no café, castanha de caju e abacate. Esses três produtos são comercializados globalmente e são produzidos, principalmente, por pequenos agricultores.

Café

Medical news today

Desses, o café é de longe o mais importante. Ele tem sua receita esperada para esse ano em 460 bilhões de dólares, já as do abacate e castanha de caju são treze e seis bilhões de dólares, respectivamente.

O café é consumido, principalmente, como uma bebida estimulante. Enquanto isso, o abacate e a castanha de caju são consumidos por serem bastante ricos em óleos vegetais monoinsaturados e outros nutrientes que trazem benefícios.

Esse novo estudo tem o objetivo principal de mostrar que as mudanças climáticas, provavelmente, irão resultar em diminuições significativas na quantidade de terra adequada para se cultivar esses alimentos nas regiões onde se cultivam eles atualmente. Resultado disso é que tal cenário pode afetar os produtores e também os consumidores no mundo todo.

Nesse sentido, as pesquisas feitas até o momento a respeito dos impactos das mudanças climáticas nos alimentos tinham se concentrado nas culturas de milho, batata e oleaginosas nas áreas temperadas.

Cultivo

Science Alert

Como resultado, os cientistas tinham uma tendência de se concentrarem nos impactos potencialmente graves das mudanças climáticas nos ecossistemas temperados.

Por conta disso, existem menos estudos a respeito dos ecossistemas tropicais, que representam quase 40% da área terrestre global. Ademais, é o lar de três bilhões de pessoas, que até a década de 2050 poderão ser um bilhão.

Portanto, o novo estudo confirma e amplia, de forma significativa, as descobertas do número relativamente pequeno de estudos existentes a respeito da cultura do café, do abacate e da castanha de caju.

Então, uma inovação importante do estudo foi examinar os parâmetros da terra e do solo. Isso deu aos pesquisadores uma visão mais sutil dos impactos futuros que poderão alterar de maneira significativa a adequação de algumas regiões tropicais para o cultivo de determinados alimentos, como por exemplo, o pH e a textura do solo.

Futuro

Itinari

Desse modo, esse novo estudo vem para complementar as outras pesquisas. De forma coletiva, todos esses estudos tem revelado a surpreendente extensão e complexidade dos impactos das mudanças climáticas e de fatores relacionados.

Ademais, é importante ressaltar que esses impactos não serão distribuídos de uma forma uniforme. Sendo assim, algumas regiões podem até a se beneficiar delas, como por exemplo, algumas partes da China, Argentina e Estados Unidos, que provavelmente se tornarão mais adequadas para o cultivo de café.

Embora essas mudanças possam demorar pelo menos o resto do século para acontecerem, é necessário que as pessoas se adaptem a elas nos trópicos. Essa adaptação pode ser na mudança do cultivo de culturas específicas para diferentes regiões em que esses impactos seriam mais benignos.

Em conclusão, com relação ao café, ele pode passar de uma bebida barata do dia a dia para um luxo a ser degustado apenas em ocasiões especiais.

Fonte: Science Alert

Imagens: Science Alert, Medical news today, Itinari

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