A história dessa mulher vai fazer com que você nunca mais exagere nos exercícios

POR Ana Luiza Andrade    EM Entretenimento      25/08/17 às 15h08

Realizar exercícios faz bem para o corpo, para a mente e para a saúde. É uma unanimidade entre os médicos: todos eles reconhecem a necessidade de se realizar atividades físicas, bem como os benefícios que essa rotina pode proporcionar ao nosso organismo, como: acelerar o metabolismo, melhorar a postura, regular o sono, controlar a hipertensão, diminuir os riscos de câncer, inibir resfriados, reduzir o colesterol, combater a diabetes, aumentar a libido... a lista é extensa e vasta. Mas nenhum indivíduo deveria se automedicar com esse verdadeiro remédio que são os exercícios físicos.

Isso porque nem todos as atividades são indicados para todas as pessoas. Cada um deve se adequar a suas próprias condições físicas e capacidades motoras e para isso, somente um médico seria capaz de avaliar.

Parece uma precaução tola para alguns. A maioria dos indivíduos que frequentam academias passam apenas por uma simples pesagem e sentem-se aptos para realizar qualquer atividade física.

Contudo, essa é uma questão séria e preocupante e ao contrário do que muitos podem pensar, que o maior risco estão apenas nos idosos, uma jovem americana resolveu contar sua história com a intenção de fazer um alerta de que o perigo abrange a todos independente da idade.

Casey Daniel, de Los Angeles, Estados Unidos, queria ficar em forma e se matriculou em uma academia a fim de realizar aulas de spinning. Essa modalidade é um exercício físico realizado sobre uma bicicleta fixa, famoso por queimar inúmeras calorias em apenas uma hora.

Cansada da aula exaustiva, Casey foi para casa e dormiu normalmente. Até aí nada a preocupou. Mas no outro dia, Casey relata: "Eu acordei e senti como se um ônibus tivesse me atingido".

"Eu estava com umas contusões estranhas que apareceram nos meus joelhos," ela conta, segundo matéria publicada pelo The Weekly Observer.

A dor logo começou a ficar insuportável. Casey gradualmente não conseguiu mais realizar movimentos com as pernas, foi quando ela percebeu a gravidade da situação e teve de ser levada às pressas para a emergência do hospital.

Os médicos descobriram que a jovem estava com rabdomiólise, uma condição grave causada pela ruptura do tecido muscular que libera uma proteína (mioglobina) que prejudica o sangue. Essa é uma doença rara que pode ser desenvolvida por fatores físicos, biológicos e químicos, mas que sempre tem início devido a esforços físicos extenuantes, que é o caso de Casey.

As consequências foram tão severas que a jovem teve de ser operada com urgência. Do contrário, Casey corria um grande risco de nunca mais voltar a andar, ou até mesmo falecer.

"Não posso expressar o terror que é não ser capaz de andar e sentir tanta dor," ela lamenta.

Hoje a jovem realiza sessões de fisioterapia três vezes por semana, ainda caminha com dificuldade e necessita de um andador para se locomover. Além disso, Casey perdeu seu emprego como enfermeira neonatal devido a sua fragilidade física e os cuidados intensivos que ela necessita. A quantidade de dias de licença levaram à sua demissão.

O caso da americana não é um fato isolado e ela não é a única a ter sofrido lesões graves causadas pelo spinning. Outras pessoas também passaram pela mesma tragédia logo após a primeira aula. A recomendação das academias sérias e de toda a comunidade médica é de que ninguém deve realizar exercícios físicos sem antes realizar uma bateria de exames.

Casey compartilha sua história com o maior número de pessoas possíveis. Ela não deseja a ninguém a experiência terrível que ela passou, e continua enfrentando. Hoje, ela depende de doações para poder manter seus gastos médicos.

 E você? Costuma praticar exercícios físicos? Realizou exames antes de montar o seu treino? Não esqueça de deixar o seu comentário sobre a sua rotina de exercícios, as precauções tomadas, as orientações que você recebeu (ou não), e claro, a sua opinião sobre a história triste dessa jovem. Aproveite também para compartilhar a matéria a fim de alertar o maior número de pessoas sobre os riscos de se fazer exercícios físicos sem um acompanhamento médico.

Ana Luiza Andrade
EQUIPE FATOS DESCONHECIDOS, BRASIL

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