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A história do homem que passou 40 anos transformando uma ilha deserta em uma floresta gigante

POR Jesus Galvão    EM Compartilhando coisa boa      25/02/19 às 19h00

Muitas pessoas não ligam muito para as causas ligadas ao meio ambiente e até mesmo julgam como sendo esta uma causa perdida. Porém, é importante nos lembrarmos que os desequilíbrios causados pela ação do homem têm gerados diversas consequências, e que nós também somos ou seremos afetados por elas.

Por sorte, Jadav Molai Payeng, da tribo Mishing, pensa de modo diferente e fez uma verdadeira revolução na maior ilha fluvial do mundo, a Ilha de Majuli, que fica localizada no nordeste da Índia. A ilha sempre foi um lugar seco, arenoso e basicamente estéril devido às erosões causadas pelo rio Brahmaputra, um afluente do rio Ganges.

O sonho de Jadav

Especialistas acreditavam que a ilha pudesse ser completamente tomada pelas águas em cerca de 15 ou 20 anos. E foi quando Jadav decidiu que faria algo para mudar isso. Aos 16 anos, Jadav testemunhou algo muito triste e que o deixou muito impressionado: diversas cobras mortas espalhadas ao longo da Ilha de Majuli. Inundações arrastaram os animais para a ilha e devido ao calor e à falta de sombra, as cobras morreram.

Com isso, Jadav tomou uma decisão para sua vida. Ele transformaria a ilha arenosa e estéril em um lugar verde e cheio de vida. Para isso, ele plantaria uma árvore por dia. Seu grande sonho teve início em 1979, e 40 anos depois, ele transformou sua meta em realidade através da Floresta Mulay, de cerca de 550 hectares (aproximadamente 1.400 acres). Ela é maior do que o Central Park, em Nova York, nos EUA, e é 12 vezes o tamanho da cidade do Vaticano.

Além de transformar drasticamente a paisagem, a iniciativa de Jadav ajudou a preservar o ecossistema local e a fauna nativa. O lugar se tornou lar de tigres de bengala, veados, rinocerontes, abutre, elefantes, diversas espécies de aves, cobras, entre outros animais. A missão iniciada por Jadav ainda trouxe outro beneficio para a ilha.

O florestamento

O florestamento tornou o lugar mais seguro, uma vez que as árvores ancoram na ilha ao continente e protegem a área da erosão. É impressionante ver como a vida tem se transformado na Ilha de Majuli. Este presente dado por Jadav à natureza por muito tempo esteve escondido como um segredo. Graças ao fotojornalista indiano Jitu Kalita, hoje temos noção das transformações que estão acontecendo no lugar.

Kalita descobriu a floresta em uma viagem para fotografar pássaros em 2007. Seu instinto jornalistico o fez então criar um documentário sobre o trabalho que Jadav estava realizando na ilha, que foi chamado de Forest Man, algo como Homem da Floresta, em livre tradução, e foi lançado em 2013.

Os esforços de Jadav ao longo de todos esses anos já estão bem evidentes e não passaram despercebidos. Seu trabalho foi reconhecido pelo ex-presidente da Índia, A. P. J. Abdul Kalam, que lhe deu o título: Homem da floresta da Índia. Definitivamente, o que Jadav fez por essa ilha poderia servir de inspiração para que todos nós pudéssemos contribuir com o meio ambiente e assim preservar a vida na Terra como um todo.

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Jesus Galvão
Goiano, Canceriano e Publicitário.
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