Curiosidades

Licença PETernidade: Empresas dão folgas a pais de pet

0

As pessoas que têm animais de estimação sabem o amor que eles dão aos seus donos. O amor é tanto que o pet acaba sendo considerado membro da família. Nesse ponto, uma tendência parece estar surgindo nas empresas, a chamada licença PETernidade para aqueles que se tornam pais de um animal de estimação.

Um caso que mostra isso é o de Savio Messias Estevan, de 24, que decidiu adotar Maria Isis. Quando ele fez isso, o trabalhador ganhou dois dias de licença do trabalho. Essa licença ainda é uma coisa incomum, até porque Maria Isis é uma cachorrinha, o que faz o operador de caixa na rede de petshop Petz ser um ‘pai de pet’.

Pai de pet

pet

G1

Essa licença que Savio ganhou foi para que o tutor ajude na adaptação do pet em seu novo lar com o objetivo de minimizar ou até mesmo evitar que o animalzinho se estresse e até tenha algumas doenças.

De acordo com Sávio, que mora em Natal, nesse período que ele ficou em casa, ele procurou observar o comportamento da sua cachorrinha para que ele pudesse adaptar o ambiente a ela. “Pude evitar algumas situações como o xixi no tapete e consegui determinar o território que ela poderia ficar”, explicou.

O operador de caixa ainda destacou que a licença deu a ele a possibilidade de se dedicar à chegada de Maria Isis, dando a ela o foco e o cuidado que ela merece. “É nítido como foi essencial ter essa experiência de dois dias. Ela refletiu bastante na nossa adaptação”, disse ele.

Esse tipo de licença foi criado pela Petz em 2021 e também teve adesão de outras empresas. A iniciativa tem o objetivo de incentivar a adoção responsável, promover o bem-estar animal e fortalecer as conexões entre pets e tutores. De acordo com a Petz, mais de 50 funcionários do grupo já se beneficiaram com essa licença desde que a política foi implantada.

Implementação

Pet shop junior

A Vivo também colocou em prática essa política em 2021. Para a empresa, essa licença é uma maneira de estender o cuidado e a atenção também para os pets dos nossos colaboradores, além de estimular a adoção. “Isso nos diferencia como marca para atração e retenção dos nossos talentos”, disse a empresa.

No caso da Royal Canin, fabricante de alimentos para cães e gatos, ela dá a licença para os colaboradores que se tornam pais de pet desde 2018. A empresa disse que durante a pandemia o número de colaboradores com pets aumentou bastante.

“Desde 2020 tivemos um maior número de solicitações para o uso do benefício e continuamos incentivando a todos a utilizarem a licença, pois nosso desejo é o de que cada vez mais pessoas conheçam os incríveis benefícios que a interação humano-animal oferece”, explicou Juliana Gonçalves, diretora de RH da Royal Canin Brasil.

Adotei um pet, e agora?

pet

Petepop

A licença pet varia de empresa para empresa. No entanto, todas elas têm o mesmo princípio. Quando um colaborador adota um cachorro ou gato, ele deve informar ao RH da empresa que irá tirar sua Licença PETernidade, e apresentar as devidas documentações que comprovam a iniciativa, como por exemplo, certificado emitido pela ONG. Com isso apresentado, o trabalhador poderá tirar seus dias longe do trabalho para cuidar do seu pet.

“Diferentes de uma folga ou um prêmio, esses dias de ausência no trabalho vão possibilitar que o novo tutor se dedique à chegada do pet. O bem-estar do animal também reflete positivamente no bem-estar dos nossos colaboradores”, afirmou Fernanda Fernandes, diretora de RH da Petz.

Essa política faz todo sentido ser usada cada vez mais por mais empresas porque uma tendência que parece estar crescendo entre o brasileiros é a de casais optarem por não ter filhos e acabarem tendo cães e gatos “ocupando” o lugar dos filhos.

Fonte: G1

Imagens: G1, Pet shop junior, Petepop

Número de adolescentes que dizem não ter amigos cresce no DF

Artigo anterior

Mulher descobre que era vigiada por empresa em home office

Próximo artigo