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Médico descobre vírus em coração de porco que foi colocado em humano

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No último mês de março, ficamos sabendo da triste notícia da morte de David Bennett. Ele foi o paciente que recebeu o coração de um porco através de um arriscado transplante. No dia 20 de abril, a equipe médica que realizou o procedimento revelou que o órgão continha um vírus chamado porcine cytomegalovirus.

A informação veio a público por meio da MIT Technology Review. Ainda de acordo com a equipe médica, a presença do agente patológico pode ter contribuído para o falecimento de David. Apesar das desconfianças, o profissional diz que a causa da morte ainda está em análise.

Fonte: Universidade de Maryland / Reprodução

Presença do vírus 

Na véspera da virada para 2022, o paciente foi hóspede de uma técnica inovadora: receber um coração de um porco. A intervenção rara se deu pelo fato do paciente não estar apto para o processo comum. Sendo assim, David aceitou os riscos em uma forma de lutar pela própria vida.

“Era morrer ou fazer esse transplante. Eu quero viver. Eu sei que é um tiro no escuro, mas é minha última opção”, disse ele na época da cirurgia, ligado à uma máquina que lhe matinha vivo. O processo se deu no Centro Médico da Universidade de Maryland, em Baltimore.

Após 20 dias da arriscada intervenção, a equipe médica descobriu a presença do vírus porcine cytomegalovírus no “novo coração”. Porém, a carga viral era bem baixa, o que fez parecer que o diagnóstico era um erro de laboratório. Com o passar o tempo, os exames revelaram um aumento preocupante da presença do vírus no sistema cardíaco de David.

Tendo essa nova informação, o cirurgião Bartley Griffith diz que agora está sendo possível entender o que levou o paciente à morte. Afinal, há muitos riscos que circundam esse procedimento inédito na história da medicina.

Fonte: Journal of Clinical Pathology

Transplante inovador

De início, vale lembrar que a interação cirúrgica entre humanos e porcos não é algo tão incomum. Isso porque válvulas cardíacas e peles suínas servem bem no organismo humano. Os fatores que elegem alguém como um bom doador se ligam aos seu tamanho ideal, ao seu rápido crescimento e ao fato de eles serem um animal com domesticação humana. Ou seja, é logístico de se criar um porco para servir a este processo de suprir algum elemento do organismo que esteja em falta.

Todavia, antes desses transplantes, um amplo trabalho de biotecnologia precisa ser feito. Por ser uma espécie não humana, pegar as partes de um porco e colocar em um humano pode gerar uma resposta imune automática. Logo, o sistema imune do corpo pode rejeitar o novo órgão de uma forma nociva ao próprio receptor.

Por isso, é necessário que se faça uma intervenção no código genético do animal de modo a retirar qualquer gene que venha a soar como estranho dentro do organismo humano. A propósito, a empresa responsável por essa intervenção gênica também se envolveu na doação de um rim suíno para um paciente que estava com morte cerebral.

Fonte: University of Maryland / Reprodução

Além disso, no caso de David, a equipe médica deixou o órgão em uma máquina de preservação de alta qualidade. Juntamente com esse cuidado, os profissionais também aplicaram uma série de medicamentos capazes de dar uma “desligada” no sistema imune do americano.

Sendo assim, a morte do paciente intrigou a comunidade médica, pois todos os esforços para impedir a rejeição se deram com alta intensidade. No entanto, a descoberta do vírus pode acrescentar uma nova incógnita nessa análise.

Aliás, o procedimento continua sendo uma prática de alto risco, e neste episódio, foi necessária uma autorização da Agência de Alimentos e Medicamentos (FDA) americana.

Fonte: G1.

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