Curiosidades

Moléculas orgânicas foram confirmadas na cratera de Jezero em Marte

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A vontade humana de dominar o espaço e o explorar é um dos desejos mais profundos. Além disso, o espaço fascina as pessoas, principalmente o quarto planeta do nosso sistema solar. Nesse ínterim, Marte, depois do nosso, é o planeta mais popular por vários motivos. Algumas pessoas alimentam a teoria de que há vida no enorme planeta vermelho. Já outras dizem que os extraterrestres, que vemos em tantas histórias, partiram de lá. Já os cientistas o veem com outros olhos e estudam a possibilidade de habitá-lo.

Como resultado, o Planeta Vermelho sempre foi uma grande fonte de mistérios. Com o passar dos anos, as pesquisas ficaram mais intensas e os robôs enviados para lá nos dão informações e imagens cheias de detalhes. Assim, as descobertas a respeito do Planeta Vermelho não param.

Não tem nem um ano que a NASA enviou seu rover Perseverance para Marte, em sua maior missão já lançada em direção ao Planeta Vermelho. Assim, mesmo com tão “pouco” tempo no planeta, o rover já está fazendo descobertas bem surpreendentes.

Marte

Independet

Dentre as várias descobertas que o American Geophysical Union Fall Meeting anunciou essa semana, os pesquisadores revelaram que a cratera Jezero se formou de magma vulcânico derretido. Além disso, moléculas orgânicas foram descobertas nas rochas e poeira do chão dessa cratera.

Claro que isso não é uma evidência de vida em Marte. Até porque, os compostos orgânicos são simplesmente aqueles que têm ligações de carbono-hidrogênio. Ademais, uma série de processos não biológicos podem formá-los.

Embora compostos orgânicos já tenham sido descobertos nas rochas de Marte antes, pelo rover Curiosity e pelo orbitador Mars Express, essa nova descoberta sugere que as rochas do planeta podem preservar bem esses compostos. Como resultado, isso sugere que o material orgânico biológico também pode ser preservado. Esse é um ponto emocionante para a busca de sinais de vida em Marte.

“A detecção foi feita usando um novo instrumento no Perseverance chamado Scanning Habitable Environments with Raman & Luminescence for Organics & Chemicals, ou SHERLOC. O que o SHERLOC adiciona à história é sua capacidade de mapear a distribuição espacial de orgânicos dentro das rochas e relacionar esses orgânicos aos minerais encontrados por lá. Isso nos ajuda a entender o ambiente em que os orgânicos se formaram. Precisa-se fazer mais análises para determinar o método de produção dos orgânicos identificados”, explicou o cientista planetário Luther Beegle, do Laboratório de Propulsão a Jato da NASA, no sul da Califórnia.

Cratera

O rover Perseverance pousou em Marte em fevereiro, na cratera de Jezero. Por isso, se acredita que essa região já tenha sido inundada por água. E, ainda, que ela seja rica em minerais de argila. Duas coisas importantes para a missão do rover. Isso porque, pela primeira vez em uma missão para Marte o rover tem a missão de procurar sinais de vida antiga.

Além disso, 43 vasilhas equipam o rover, onde se depositará amostras geológicas de Marte que se devolverá para a Terra em uma missão futura chamada Mars Sample Return. Obviamente, essas amostras serão limitadas. Por isso que o Perseverance também é equipado com instrumentos para fazer análises in loco.

Um exemplo disso é o SHERLOC, que conseguiu detectar uma combinação de minerais orgânicos na cratera de Jezero. Eles não estavam somente nas rochas que o rover pegou para analisar seu conteúdo, como também na poeira que cobria o fundo da cratera.

Análises

Days to news

Além disso, o Instrumento Planetário para Litoquímica de Raios-X ( PIXL ), também deu aos pesquisadores a possibilidade de aprender a proveniência do leito rochoso da cratera. Como resultado, os dados mostraram a presença de cristais de olivina embutidos em cristais de piroxênio.

Essa configuração aqui no nosso planeta é de origem ígnea. Isso sugere que o fundo da cratera de Jezero se formou de magma quente.

“Um bom estudante de geologia dirá que essa textura indica a rocha formada quando os cristais cresceram e se assentaram em um magma de resfriamento lento. Por exemplo, um fluxo de lava espesso, lago de lava ou câmara de magma. A água então alterou a rocha várias vezes, tornando-se um verdadeiro tesouro que permitirá aos futuros cientistas datar os acontecimentos em Jezero, compreender melhor o período em que a água era mais comum na sua superfície e revelar o início da história do planeta. O Mars Sample Return terá muito por onde escolher”, pontuou o geoquímico Ken Farley do California Institute de tecnologia.

“Quando se devolver essas amostras à Terra, serão uma fonte de investigação e descoberta científica por muitos anos”, concluiu Beegle.

Fonte: Science Alert

Imagens: YouTube, Independet, Day to news, NASA

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