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Novo relatório da ONU é um “alerta vermelho” para o planeta

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Um novo relatório das Organizações das Nações Unidas (ONU) adverte que os governantes globais estão “longe” de serem ambiciosos o suficiente, para enfrentar as mudanças climáticas de forma adequada e, assim, cumprir as metas definidas pelo Acordo de Paris sobre o Clima.

Para tentar mudar a realidade, o novo relatório da ONU mostra que os países têm que redobrar seus esforços e ajustar suas metas até o final deste ano, pois somente dessa maneira será possível limitar o aumento da temperatura global até o final do século.

Novo relatório

O relatório Síntese Preliminar das Contribuições Nacionalmente Determinadas – NDC na sigla em inglês – analisa os planos de ação climática dos governos que já foram apresentados à ONU como parte do esforço global para reduzir as emissões de gases e mitigar os impactos das mudanças climáticas.

Até agora, 75 países entregaram planos de novas contribuições – as quais representam cerca de 30% das emissões globais de gases de efeito estufa. Espera-se que um segundo relatório seja lançado antes da Conferência das Partes sobre Mudança Climática da ONU (COP26) em novembro.

A maioria dos países que apresentaram estratégias inéditas no relatório mostrou o quão ambiciosos seriam individualmente para reduzir tais emissões, mas, de acordo com a ONU, o nível de impacto combinado não é o suficiente.

O Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) afirmou que, em comparação a 2010, as emissões de gases de efeito estufa devem ser reduzidas em cerca de 45% até 2030 para atingir emissões líquidas zero até 2050 e garantir que a temperatura média global não aumente mais de 1,5 graus Celsius.

Embora a maioria dos países incluídos no relatório mostre nitidamente que suas metas individuais de redução de emissão de gases tenham melhorado, as estratégias, até o momento, reduzirão as emissões em menos de 1% até 2030.

Consequências

Se o mundo não cumprir sua meta nos próximos nove anos, o aquecimento global levará à “perda irreversível dos ecossistemas mais frágeis e fomentará uma crise para as sociedades mais vulneráveis”.

Nas redes sociais, Patricia Espinosa, secretária executiva da ONU para Mudanças Climáticas, apontou que o novo relatório é um “alerta” para o mundo. “Isso mostra que estamos longe de cumprir os objetivos estabelecidos pelo #ParisAgreement”, disse a profissional. “Em 2021 temos uma rara oportunidade de reverter essa tendência”.

Em comunicado emitido à imprensa internacional, Espinosa também revelou que as nações que assinaram o Acordo de Paris – incluindo aquelas que já apresentaram suas metas – devem reformular suas metas e desenvolver planos que apoiem melhor as nações em desenvolvimento a enfrentar a crise climática. O secretário-geral da ONU, António Guterres, disse em entrevista à mídia que “2021 é um ano decisivo para enfrentar a emergência climática global”.

“O relatório provisório de hoje da UNFCCC é um alerta vermelho para o nosso planeta. Mostra que os governos não estão nem perto do nível de ambição necessário para limitar as mudanças climáticas a 1,5 grau e cumprir as metas do Acordo de Paris”, disse Guterres.

“Os principais emissores de gases do efeito estufa devem avançar com metas de redução de muito mais ambiciosas para 2030 em suas Contribuições Nacionalmente Determinadas, bem antes da Conferência do Clima da ONU, em novembro, em Glasgow”.

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