Curiosidades

O que pode ser esse esqueleto encontrado em praia brasileira?

0

Quando se vai à praia, o que as pessoas esperam é um momento relaxante, divertido e de lazer. No entanto, além das comidas tipicamente praianas e mercadorias que são vendidas, às vezes, os banhistas podem encontrar coisas totalmente inesperadas, como por exemplo, um esqueleto.

Isso pode parecer estranho, mas foi exatamente isso que aconteceu com esse casal. Eles estavam na praia de Ilha Comprida, no litoral de São Paulo, quando tropeçaram em um esqueleto. Eles se impressionaram com o tamanho desse objeto.

O G1 conseguiu um vídeo em que é possível ver os detalhes do esqueleto que Letícia Santiago e Devanir Souza encontraram. E assim como a maioria das coisas estranhas que são encontradas na praia, um biólogo marinho foi explicar o que o objeto realmente era. De acordo com ele, o esqueleto é de um cetáceo, ou seja, mamíferos aquáticos como as baleias, botos e golfinhos.

Esqueleto

G1

Letícia e Davanir encontraram o esqueleto enquanto estavam caminhando pela faixa de areia do Balneário Mares do Pontal, na manhã do último domingo. “Cedinho eu e meu namorado andando pela praia encontramos essa ‘espécie de mão’. Não achamos que pode ser humana por conta do tamanho e quantidade de falanges. Estamos impressionados”, escreveu Letícia em suas redes sociais.

O casal gravou um vídeo do estranho esqueleto que eles encontraram na praia. Nele, Letícia conta como a ossada foi encontrada. De acordo com ela, ela tropeçou no esqueleto que estava com as “três pontinhas dos dedos para cima”. Quando eles olharam para o objeto e suspeitaram que poderia ser uma mão humana, eles jogaram água para tirar os resíduos. Assim, eles perceberam que não era uma ossada humana.

“É muito grande. Pensa em um ‘trem duro da bexiga’. Que bicho que é a gente não sabe, e se é um alienígena, pior ainda!”, brincou Letícia mostrando e falando as características do esqueleto.

O que pode ser

G1

De acordo com o biólogo marinho Eric Comin, vendo as imagens feitas pelo casal, ele disse que o esqueleto é de um cetáceo que morreu no mar. Ele explica que com o tempo, a ossada foi parar na faixa de areia da praia. E a respeito da idade do esqueleto, o biólogo disse que, vendo o estado de decomposição e por estar apenas os ossos, ele acredita que o animal tenha morrido há cerca de um ano e meio.

Contudo, Comin explicou que para que a espécie seja determinada é preciso uma análise mais detalhada. Dessa forma se saberá se era uma baleia, golfinho, orca ou boto. Mas pelo tamanho do esqueleto, o biólogo disse que ele pode ser de um golfinho, isso também levando em consideração a região onde a ossada foi encontrada.

Encontrado na praia

G1

Pode não ser uma coisa comum, mas Comin explica que quando as pessoas encontrarem ossadas de animais marinhos na faixa de areia da praia o que elas devem fazer é ligar para os órgãos ambientais da região.

“Acionar também a Polícia Ambiental, pois eles têm o contato de profissionais que retiram esse material das praias, como por exemplo, em Santos, que tem o Aquário Municipal, o Instituto Gremar e o Museu da Pesca. A Polícia Ambiental vai direcionar o material para pesquisadores e profissionais que cuidam desta área”, explicou ele.

Em entrevista ao G1, Henriqeu Chupill, coordenador do Instituto de Pesquisas de Cananéia (IPEC), também disse que o esqueleto pode ser de um cetáceo. Ele também ressaltou que quando as ossadas de animais forem encontradas nas praias que o instituto monitora, a orientação é que os banhistas sempre entrem em contato por telefone.

“Sempre priorizamos deixar [as ossadas] na praia para que não interfira na ciclagem de nutrientes dentro do ecossistema. Eventualmente, quando tem algum interesse científico, recolhemos para que seja utilizado em estudos. Se for animais frescos, recolhemos para fazer necropsia e identificar a causa da morte”, informou Chupill.

Fonte: G1

Imagens: G1

Com risco de Alzheimer, Chris Hemsworth irá pausar sua carreira

Artigo anterior

Quem é Ghanim Al Muftah, o influencer que apareceu na abertura da Copa do Catar

Próximo artigo