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Pesquisa mostra quantos anos de vida perdemos bebendo um drink por dia

POR Mateus Graff    EM Ciência e Tecnologia      16/04/18 às 19h05

Muitos dizem por aí que tomar um drink por dia pode fazer muito bem para saúde. Mas não foi isso que uma pesquisa recente descobriu. O estudo de colaboração internacional concluiu que consumir, mesmo que apenas um drink por dia, pode diminuir a expectativa de vida de uma pessoa. Será mesmo que tomar ao menos uma latinha de cerveja por dia pode ser prejudicial à nossa saúde?

Os estudiosos chegaram à conclusão de que cerca de 100 gramas de álcool por semana (o que equivale a cerca de sete copos de bebida padrão nos EUA) aumenta o risco de morte em várias causas. Ficou curioso para saber mais sobre esse estudo? A Fatos Desconhecidos explica com detalhes quais foram os resultados obtidos pelos especialistas da área.

O estudo

Foram estudados os hábitos de consumo de álcool de quase 600 mil pessoas que participaram de 83 estudos, tudo isso em 19 países. Cerca de 50% dos participantes disseram beber mais de 100 gramas de álcool por semana e 8,4% mais do que 350 gramas por semana. Outros dados também fora analisados, como idade, sexo, diabetes, tabagismo e outros fatores relacionados a doenças cardiovasculares.

Comparado a beber menos de 10 gramas de álcool por semana, estima-se que beber de 100 a 200 gramas pode encurtar o tempo de vida de uma pessoa com 40 anos em seis meses. Agora as pessoas que beberam mais de 350 gramas de álcool por semana pode reduzir sua expectativa em cerca de quatro a cinco anos. Muita coisa, não!?

A bioestatística Angela Wood, da Universidade de Cambridge (Reino Unido), declarou o seguinte: "A principal mensagem desta pesquisa é que, se você já bebe álcool, beber menos pode ajudá-lo a viver mais e reduzir o risco de várias doenças cardiovasculares."

Quais são os riscos?

Varias doenças tem ligações entre a quantidade de álcool consumida. As pessoas que bebiam grandes quantidade tinham um maior risco de ter derrame, insuficiência cardíaca, doença hipertensiva fatal e aneurisma aórtico fatal.

Já as pessoas que bebiam em quantidades ainda mais elevadas, fora associados a um menor risco de ataque cardíaco (infarto do miocárdio). Wood fez a seguinte observação sobre estudo: "O consumo de álcool está associado a um risco ligeiramente menor de ataques cardíacos não fatais, mas isso deve ser equilibrado com o maior risco associado de outras doenças cardiovasculares graves - e potencialmente fatais."

Os especialistas sugeriram que o risco variável de diferentes formas de doença cardiovascular pode estar relacionado com o impacto das bebidas alcoólicas sob a pressão sanguínea e alguns outros fatores ligados ao colesterol 'bom', o famoso HDL.

Os pesquisadores dizem que o estudo pode não ser preciso, uma vez que é preciso confiar nos relatos dos participantes. A professora de saúde pública da Universidade de Sheffield, no Reino Unido, Petra Meier, diz que "o risco à saúde associado ao consumo de álcool pode variar entre países dependendo de outras condições - por exemplo, taxas de tabagismo, obesidade ou a prevalência de outras doenças". Sendo assim, fica difícil calcular as diretrizes do consumo de álcool para cada local, mas o estudo pode servir como um alerta para quem consome álcool desregradamente.

Mas e você, como anda seu consumo de álcool? Não esqueça de deixar o seu comentário aqui embaixo.

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Mateus Graff
EQUIPE FATOS DESCONHECIDOS, BRASIL
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