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Real perdeu um terço do poder de compra ao longo de 5 anos

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As idas aos supermercados estão cada vez mais dolorosas. Uma comprinha complementar ultrapassa os 100 reais com facilidade e a gente sente que nosso dinheiro não vale nada. Não é só uma sensação, já que os números mostram que o real perdeu 31,32% de seu valor de compra dentro de 5 anos.

Basicamente, a quantia de itens que se pode comprar hoje com um determinado valor em reais é dois terços do que se podia adquirir em 2017. O monstro por trás disso tem um nome bem conhecido: inflação.

Fonte: maitree rimthong

Economia inflacionada

Se em 2018 a inflação estava em 3,75 %, ela fechou o ano de 2021 em dois dígitos: 10,06%. O aumento continuou, e em março de 2022, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo já alcançava os 11,30%.

Nesse sentido, quando a inflação chega, o poder de compra vai embora com a desvalorização do real. A prova disso é o fato de que em 2022 precisamos de 65,49 reais para comprar as mesmas coisas que 50 reais compravam no cenário econômico de 2017.

Em suma, as causas dessa economia com alta inflação possuem raízes internas e externas. Quanto ao cenário global, passamos por uma pandemia que ainda não acabou que se soma à Guerra da Ucrânia. De acordo com o economista Fábio Louzada, quando uma instabilidade mundial acontece, os investidores estrangeiros retiram dinheiro dos países emergentes. Afinal, a tendência é que essas nações tenham economias mais prejudicadas e suas aplicações não deem tanto retorno.

No que se refere ao ambiente interno, o economista aponta que as condições climáticas não foram das mais favoráveis para a produção de alimentos e de energia elétrica. Com isso, esses itens diminuíram suas ofertas e elevaram seus preços.

Fonte: Ian Turnell

Com o objetivo de resolver essa questão, o Banco Central tem aumentado a taxa de juros, medida rígida que inibe a contração de crédito por parte das famílias. Ao longo da história, esse macete tem precedentes de sucesso, mas no Brasil de 2022 ele tem obstáculos para resolver o problema por conta da inatividade econômica do país. Assim, o real segue suas jornada de desvalorização.

Preços altos, salários baixos

Durante os 5 anos de intensa depreciação do real, poucos reajustes no salário mínimo foram registrados. Em contrapartida, os preços dos itens continuam a a subir de forma descomunal. Neste contexto, as famílias sentem o impacto da inflação de formas diferentes conforme as faixas de renda em que elas se encontram.

A princípio, as com menor rendimento financeiro sofrem com os preços de produtos básicos, como gás e alimentos. Atualmente, dos 13 itens que fazem parte da cesta básica, 12 tiveram aumentos em seus preços. Como resultado disso, o valor para se comprar esse conjunto de alimentos equivalem a mais da metade do salário mínimo.

Por outro lado, as famílias com maior poder aquisitivo percebem o aumento em especial na hora de colocar combustível no carro. Nesse sentido, não apenas o uso particular de veículos fica mais caro, afinal, as logísticas nos negócios dos empresários também se tornam mais custosas. Logo, eles precisam repassar esses acréscimos ao seu cliente final, o que converte os preços dos produtos e serviços oferecidos em elementos menos acessíveis.

Fonte: Karolina Grabowska

“O brasileiro sente mais a inflação porque está nos produtos e serviços que a população mais consome no dia a dia: gasolina, gás de cozinha, alimentos, energia elétrica e aluguel. Complementando, vem o salário do consumidor que teve poucos reajustes nesse período, principalmente por conta da pandemia”, reflete Fábio Louzada sobre essa realidade.

Dessa forma, sobra às famílias cortarem alguns gastos que sempre tiveram. Uma pesquisa feita pela Conferência Nacional das Indústrias revelou que 60% dos brasileiros precisaram cortar alguma despesa no decorrer da pandemia. Essas contrações de capital familiar prejudicam milhões de comerciantes e prestadores de serviços, o que alimenta essa crise que parece não ter mais fim.

Fonte: G1.

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