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Uma prática que leva apenas 2 horas semanais poderia te deixar mais saudável, entenda

POR Bruno Dias    EM Curiosidades      14/06/19 às 18h15

Com o passar do tempo e agitação da vida cotidiana, nós vimos que é preciso parar e buscar formas de nos reconectarmos e desacelerarmos um pouco. E com o passar dos anos, foi ficando cada vez mais claro que o tempo que nós passamos na natureza está ligado com estilos de vida mais felizes e saudáveis. Mesmo que sejamos corridos, uma prática de duas horas por semana pode ser a solução.

Tanto é verdade que já tem médicos prescrevendo doses de natureza para as pessoas. E pesquisadores do Reino Unido já deram um passo pequeno na direção de quanto de natureza seria preciso para as pessoas.

Os pesquisadores fizeram um estudo com aproximadamente 20 mil britânicos adultos, entre 2014 e 2016. Segundo o que eles acreditam, encontraram um ponto ideal semanal para a exposição à natureza.

"Comparado ao contato sem natureza na semana passada, a probabilidade de relatar boa saúde ou alto bem-estar tornou-se significativamente maior com contato de 120 minutos", disseram os autores.

Esses resultados são embasados também por pesquisas anteriores, que também descobriram que viver em áreas mais verdes se associa a menores riscos de doenças cardiovasculares, obesidade, diabetes, asma, mortalidade e até mesmo miopia em crianças. E algumas pesquisas também chegaram à mesma quantidade de tempo.

Resultados

Os resultados ainda estão sendo analisados, e não está claro quanta exposição nós realmente precisamos para colher os benefícios. Os participantes do estudo mais recente foram perguntados quanta natureza eles pegaram na última semana. E também como era a saúde geral e o quão eles estavam satisfeitos com a suas vidas.

Com as respostas os autores descobriram que as pessoas que tinham passado pelo menos duas horas na natureza por semana tinham falado que estavam com uma saúde e bem-estar melhor do que aqueles que não tiveram nenhum contato.

E os que passaram mais de duas horas na natureza relataram, consistentemente, altos níveis de saúde e bem-estar. Mas os que passaram mais de três horas apenas mostraram ganhos graduais e, às vezes, até perdas.

"Nós tentamos sugerir, portanto, que 120 minutos de contato com a natureza por semana possam refletir um tipo de limiar. Abaixo dele não há contato suficiente para produzir benefícios significativos à saúde e ao bem-estar, mas acima dos quais tais benefícios se tornam manifestos", disseram os autores.

Ainda é cedo para fazer qualquer tipo de recomendação baseado nesses resultados. Mas os pesquisadores acreditam que o trabalho deles é um bom ponto de partida para investigações futuras.

Possibilidades

Por exemplo, o que o estudo deles determina é que a forma como se pega esse tempo de natureza não importa. Seja em várias idas curtas ao parque ou horas de exposição, as variadas formas parecem ser eficazes. E também pouco importava doenças de longo prazo, incapacidades, idade, sexo, riqueza ou urbanidade.

"Dada a importância amplamente declarada de todos esses fatores para a saúde e o bem-estar, interpretamos o tamanho da relação da natureza como sendo significativa em termos de implicações potenciais para a saúde pública", explicaram.

Vários estudos mediam o contato com a natureza pela proximidade das pessoas com espaços verdes. E as novas pesquisas mostram que talvez o erro seja exatamente esse. E que, por mais empobrecida de áreas naturais que seja uma região, as pessoas podem buscá-las.

"As oportunidades locais empobrecidas não precisam ser uma barreira à exposição da natureza", sugerem.

Mesmo que o resultado tenha sido interessante, os próprios autores veem que o estudo tem suas limitações. E não apenas por serem dados subjetivos e auto relatados, mas outras explicações que também não podem ser descartadas.

"Uma explicação para nossas descobertas pode ser que o tempo gasto na natureza é um substituto para a atividade física. E é isso que está impulsionando o relacionamento, e não o contato da natureza em si. Na Inglaterra, por exemplo, mais de 3 milhões de adultos atingem níveis de atividade recomendados totalmente, ou em parte, em ambientes naturais", admitem

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Bruno Dias
EQUIPE FATOS DESCONHECIDOS, BRASIL
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