
Ao longo da história, muitas doenças surgiram e graças a ciência e aos esforçados cientistas e pesquisadores, conseguimos desenvolver vacinas e medicações capaz de combater vírus e bactérias e garantir nossa sobrevivência. No entanto, de vez em quando, alguns dessas doenças parecem burlar nossos mecanismos de defesa e voltar à tona, em toda sua força.
Assim, os cientistas acabam por experimentar e testar amostras desses patógenos em laboratórios para estuda-los, o que acaba permitindo novas descobertas e nos livrando de epidemias e surtos das mesmas. Pensando nisso, hoje, listamos para vocês alguns deles que já foram criados em laboratório. Confira!
Cientistas da Universidade de Alberta, no Canadá, criaram um vírus tão letal quanto a varíola. Tal vírus foi chamado de Horsepox. O vírus foi criado durante um estudo patrocinado por uma empresa farmacêutica. Segundo os cientistas, o vírus foi criado enquanto eles buscavam criar vacinas melhoradas para combater a varíola. Entretanto, o Horsepox não afeta os humanos, mas é fatal para os cavalos.
Entre 1347 e 1351, cerca de 50 milhões de pessoas morreram na Europa vítimas da peste negra. A doença é causada por uma bactéria chamada Yersinia pestis. Há alguns anos, cientistas da Universidade Tübingen, na Alemanha e da Universidade McMaster, no Canadá, conseguiram recriar a mesma cepa da bactéria mortal utilizando amostras de DNA extraídas dos dentes de uma das vítimas que morreu durante a peste.
Pesquisadores da Universidade Estadual de Nova York recriaram um vírus artificial causador da poliomielite, e que é tão potente quanto o natural. Tal experimento levantou uma série de questionamentos entre a comunidade científica, uma vez que pessoas mal intencionadas poderiam se aproveitar da descoberta para criarem armas biológicas.
Síndrome respiratória aguda grave (SRAG) é um vírus letal. Entre 2002 e 2003, mais de 800 pessoas morreram durante uma epidemia da doença, onde aproximadamente 8 mil pessoas foram infectadas em 29 países. Ralph Baric, da Universidade da Carolina do Norte (EUA) e sua equipe recriaram o vírus da SRAG.
A pesquisa foi desenvolvida por eles, pois, segundo os pesquisadores, o vírus natural pode sofrer mutações e se tornar imune às vacinas. Ao criar um vírus mais letal e mutante, eles poderiam conseguir desenvolver vacinas ainda mais fortes que nos salvariam de uma possível epidemia letal do vírus.
Os cientistas criaram um vírus híbrido entre os causadores da Síndrome respiratória do Oriente Médio (MERS) e da raiva. O objetivo dos pesquisadores é desenvolver uma vacina que possa proteger os humanos dos dois vírus. As taxas de fatalidade da MERS é de cerca de 35%, o que é considerado alto, se comparado a outras doenças.
Cientistas holandeses criaram uma versão ainda mais mortal e mutante do vírus da gripe aviária. Eles ainda conseguiram fazer com que o vírus possa ser transmitido pelo ar, o que naturalmente ele não é capaz de fazer. Tal pesquisa gerou bastante polêmica na comunidade científica, devido a questões como armas biológicas e terrorismo utilizando o vírus.
No entanto, os pesquisadores afirmaram ter desenvolvido o estudo para encontrar maneiras de nos preparar para uma possível epidemia de gripe aviária.
Em 2009, o mundo presenciou a volta catastrófica de uma doença que, em 1918, levou cerca de 100 milhões de pessoas à morte, o H1N1. O cientista Yoshihiro Kawaoka colheu amostras da cepa da epidemia de 2009, que era mais leve que a sua versão anterior, e criou uma versão ainda mais mortal do vírus. Ironicamente, Kawaoka criou um vírus muito parecido com as cepas de 1918.
Segundo o cientista, ele não tinha intenção de criar um vírus mais forte, mas estudar como o vírus se transformava e como ele era capaz de afetar nossa imunidade. O vírus mortal criado por Kawaoka se encontra armazenado em um laboratório em sigilo.
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