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A relação entre a Covid-19 e o desenvolvimento da trombose

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As sequelas da Covid-19 estão cada vez mais presentes naqueles que enfrentaram a doença. Não é raro abrir as redes sociais e se deparar com relatos de pessoas que estão sendo diagnosticadas com outras condições decorrentes da doença causada pelo coronavírus, mesmo que muito tempo da infecção já tenha passado. Hoje em dia, há um consenso entre os especialistas de que as repercussões da Covid-19 não se limitam aos pulmões e podem afetar várias outras partes do corpo, especialmente os vasos sanguíneos.

Uma das sequelas mais comuns após a contaminação pelo vírus é o desenvolvimento da trombose, ou seja, a formação de coágulos em veias e artérias que podem bloquear o fluxo sanguíneo e interromper o suprimento de oxigênio e nutrientes para os órgãos. Normalmente, esse quadro acontece com maior frequência em pacientes com quadros mais graves, que precisam de internação em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

Segundo a BBC, a probabilidade de ter essa complicação vascular durante ou após a Covid-19 cresce um pouco mais naquelas pessoas que têm varizes. Esse é um dado preocupante, já que cerca de 38% dos brasileiros possuem varizes, de acordo com a Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular (SBACV).

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Mesmo antes da pandemia causada pelo coronavírus, já se sabia que as varizes são um fator de risco independente para o desenvolvimento de trombose. Um estudo publicado em 2018 no periódico especializado Journal of the American Medical Association, por exemplo, apresentou o acompanhamento de mais de 212 mil indivíduos com varizes e outros 212 mil que não têm esse problema. O estudo durou 7,5 anos.

Ao comparar os resultados dos dois grupos, os pesquisadores da Universidade Médica da China descobriram que o risco de trombose é 5,3 vezes maior entre os portadores de varizes. Sendo assim, pessoas que apresentam essa condição têm uma chance ainda maior de desenvolver a doença após contrair a Covid-19, que também é um fator que influencia no quadro de trombose.


Como prevenir e identificar a trombose em decorrência da Covid-19?

Uma das primeiras atitudes dos especialistas quando se deparam com um caso mais grave de Covid-19 é prescrever medicações anticoagulantes. A intenção é prevenir que apareçam os trombos que entopem os vasos durante o tratamento da doença.

Quando essa estratégia não é suficiente, é importante ficar atento aos sintomas mais frequentes da trombose. De acordo com a BBC, se o cérebro for afetado, o indivíduo pode ter alterações de mobilidade, dificuldades para falar ou não conseguir mexer uma parte do corpo. Caso o problema se concentre nos pulmões, é provável que o paciente sinta falta de ar e palpitação.

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Alguns exames também podem auxiliar no diagnóstico da trombose, como os exames de sangue e de imagem (ultrassonografia e tomografia). Caso o problema seja detectado, a agilidade é um ponto crucial para que o tratamento tenha resultados positivos. O cérebro e o coração, por exemplo, aguentam pouco tempo com um coágulo bloqueando a passagem de sangue.

Quando o diagnóstico é positivo para trombose, é comum que os médicos prescrevam medicamentos identificados como trombolíticos, que ajudam a dissolver o trombo já instalado. Também é normal que o paciente passe a tomar anticoagulantes, que previnem o aparecimento de novos coágulos. Em alguns casos, é preciso apelar para cirurgias que desentopem o vaso obstruído com o auxílio de cateteres e outros equipamentos.

De qualquer jeito, a melhor forma de prevenção para quadros de trombose é o modo de vida que se leva. Pessoas que não praticam nenhum tipo de atividade física e que levam uma vida sedentária estão mais propensas ao desenvolvimento dos problemas citados, assim como aquelas que mantêm alimentações pobres em nutrientes e que fumam e ingerem bebidas alcóolicas com frequência.

Fonte: BBC

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