Helen Sharman, a primeira cidadã do Reino Unido a ir ao espaço, diz que alienígenas existem e que estes seres poderiam estar vivendo entre nós, aqui, na Terra.

Sharman tornou-se a primeira britânica a navegar no espaço, em 1991. Basicamente, ele tinha 27 anos quando visitou a estação espacial russa Mir, como parte do Projeto Juno, um acordo entre a União Soviética e várias empresas privadas britânicas. Na época, mais de 13.000 pessoas se inscreveram para participar.

Quando foi escolhida, ela ficou oito dias na estação Mir. Na ocasião, ficou por lá conduzindo testes médicos e agrícolas, entre outras atividades.

Declaração

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A declaração de Sharman veio à tona quase 30 anos depois de sua conquista histórica.

"Eles existem, não há dúvidas sobre isso", disse ao jornal The Guardian. "Existem bilhões de estrelas no universo e deve haver todos os tipos de formas de vida diferentes dentro dele. Serão eles, como você e eu, feitos de carbono e nitrogênio? Talvez não. É possível inclusive que eles estejam entre nós nesse momento e não seja possível vê-los".

Atualmente, ela é gerente de operações do Departamento de Química do Imperial College, em Londres. Sharman continua com atividades relacionadas à química e voos espaciais.

Sobre o planeta Terra, Helen falou, com carinho, sobre os oito dias em órbita que ela ficou enquanto compartilhou memórias, sobre a primeira vez que ela viu a Terra de cima.

“Não há vista mais bonita do que olhar a Terra de cima — e eu nunca vou esquecer da primeira vez que vi”, relembrou. “Depois da decolagem, deixamos a atmosfera, e de repente, a luz entrou pela janela. Estávamos sobre o Oceano Pacífico. Os mares azuis gloriosamente profundos me tiraram o fôlego”.

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Quem também já deu uma declaração parecida com a de Sharman foi o ex-Ministro da Defesa do Canadá Paul Hellyer. Em 2013, Hellyer disse haver pelo menos quatro espécies de seres de outros planetas habitando a Terra e “provavelmente trabalhando para os Estados Unidos”.

O comentário foi feito durante audiência pública, na capital americana. Participaram do evento diversos políticos e estudiosos do assunto.

Evidências de outros seres

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Em 2018, Dmitry Bisikalo, diretor do Instituto de Astronomia da Academia de Ciências da Rússia, admitiu a existência de muitas civilizações extraterrestres fora do Sistema Solar, mas que os alienígenas simplesmente "não querem entrar em contato".

"Eu admito a existência de civilizações inteligentes extraterrestres. Afinal, se a nossa civilização existe, por analogia pode haver outras, e, provavelmente, muitas delas", comentou Bisikalo.

Bisikalo acredita que a humanidade, até o momento, não encontrou evidências de existência extraterrestre, porque os alienígenas "não querem entrar em contato". Mas há ainda um motivo. Segundo Bisikalo, tudo resume-se ao curto período de vida da civilização.

"Por exemplo, até o começo do século XX, nossa civilização não irradiava nada. Agora, a Terra está repleta de sinais eletrônicos em diferentes intervalos, mas a tendência geral é reduzir as perdas e, consequentemente, diminuir o nível do sinal", disse.

Para especialistas, acreditar na existência de outras civilizações se transformou em um plano experimental prático, após a descoberta dos exoplanetas. Por esse motivo, uma das tarefas principais, agora, é identificar e procurar possíveis biomarcadores no espaço. Ou seja, evidências da existência da vida fora do nosso planeta.

Publicado em: 09/01/20 13h20