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Conheça o momento histórico em que o Brasil barrou judeus que fugiam do nazismo

POR Leticia Rocha    EM História      22/01/19 às 15h10

Milhares e milhares de judeus foram verdadeiramente caçados pelos alemães durante a Segunda Guerra Mundial. A Alemanha nazista, durante esse período, estipulou inúmeras políticas antissemitas. Isso acabou com a morte de meio milhão de judeus nas câmaras de gás. No entanto, essa verdadeira caça, não foi instaurada de uma hora para outra. Durante anos e anos, as coisas se tornaram cada vez mais complicadas para os judeus.

Felizmente, muitos judeus conseguiram fugir. Eles procuraram refúgio em outros países, que não apoiavam a barbárie pregada pela Alemanha Nazista. Entre os países procurados estava o Brasil, que sempre teve uma imagem muito boa quanto a sua relação com os imigrantes. Algo similar à imagem que até hoje é reproduzida, de país muito receptivo e humanitário.

Brasil e sua política antissemita

Cerca de 6 anos antes do envio de judeus para os campos de concentração, eles já buscavam abrigo em outros países. Em 1938, cerca de 4 judeus tiveram a entrada no Brasil negada. Isso só foi descoberto graças a uma série de documentos que estavam sendo incorporados ao Arquivo Virtual Sobre Holocausto e Antissemitismo. E não pense que foram apenas essas pessoas que tiveram o visto negado.

Os documentos revelam uma outra face do país que poucos sabiam que existia. De acordo com a professora de história da USP, Maria Luiza Tucci Carneiro, o Brasil recusou a entrada de cerca de 16 mil judeus que tentavam fugir do Holocausto.

Antissemitismo velado

As ordens para vetar a entrada de judeus no Brasil, eram dadas secretamente. Foram cerca de 26 documentos emitidos pelo Ministério das Relações Exteriores, durante o governo de Getúlio Vargas e Eurico Gaspar Dutra, que proibiam a entrada de judeus. Não apenas os semitas eram evitados. Estrangeiros negros e asiáticos também eram excluídos. A razão real nunca era revelada para os imigrantes, qualquer outra justificativa era apresentada.

No entanto, a razão era que o povo semita era indesejável para a formação étnica do povo brasileiro. A entrada dos judeus só era permitida caso os cônjuges fossem brasileiros, tivessem bens ou estivessem vindo com o intuito de viajar. O que reforça ainda mais o pensamento antissemita era esse outro ponto que permitia a entrada caso tivessem "notória expressão cultural, política e social".

Os judeus não apenas eram proibidos de entrar no país, mas aqueles que conseguiam passar, também sofriam outras restrições. Uma delas é que eles também não eram admitidos no Exército brasileiro, assim como os negros e muçulmanos. Esses documentos surpreendem ao revelar que nem sempre o país foi realmente como pregava e gostava de ser visto no exterior.

E você, imaginava que o Brasil negava a entrada para os judeus? Nos conte aqui nos comentário e aproveite para compartilhar com os amigos.

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Via   bbc  
Leticia Rocha
Jornalista e aprendiz de Dani Noce. No insta é ticia_rochaa
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