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Dormir muito pode ser tão ruim quanto dormir pouco, entenda

POR Jesus Galvão    EM Ciência e Tecnologia      29/08/18 às 14h44

Às vezes, dormir bem pode se tornar uma tarefa bem complicada. Diversos fatores podem infligir na qualidade do sono, o que diretamente pode acarretar em diversos problemas de saúde. E, se você teve muitas noites sem dormir bem e está pensando em compensar isso dormindo muitas horas seguidas, a ciência tem uma razão para te dizer porque isso não irá funcionar.

Provavelmente você não só se sentirá mais cansado, como muitas horas extras de sono podem piorar ainda mais o quadro. Não é novidade para ninguém que dormir pouco seja prejudicial, mas, o que muita gente não sabe é que dormir por muitas horas também pode ser tão prejudicial quanto a privação do sono.

Dormir pouco pode acarretar em maiores riscos de obesidade, diabetes, doenças do coração, depressão e até mesmo levar a uma morte prematura. No entanto, estudos recentes comprovam que dormir em excesso pode gerar os mesmos riscos do que ficar sem dormir.

Os riscos do sono

Um estudo realizado em 2016, com cerca de 400 mil adultos, avaliou a qualidade do sono dessas pessoas por cerca de sete anos. Os pesquisadores então descobriram que, as pessoas que dormiam menos de quatro horas por noite aumentavam os riscos de doenças cardíacas em cerca de 34%. Isso se comparados com aqueles que dormiam entre seis e oito horas.

Entretanto, o mais surpreendente é que aqueles que dormiam mais de oito horas por dia, tinham uma avaliação "negativa" semelhante, aumentando os riscos das doenças em 35%. Em 2015, um outro estudo revelou que dormir mais de oito horas por dia poderia resultar no aumento de riscos de AVC - Acidente vascular cerebral, ou como é conhecido popularmente, derrame.

E os malefícios do hábito não param por aí. De acordo com um artigo publicado em 2009 pela Sleep Medicine, essas pessoas ainda podiam desenvolver diabetes do tipo II. No entanto, muitas pessoas contestavam se esses problemas eram de fato ocasionados pelas questões do sono ou se não eram fatores genéticos.

Em 2014, a Sleep Medicine publicou um outro estudo em que foram examinados as interações genéticas de 900 pares de gêmeos com as questões do ambiente em que eles viviam, e os efeitos do sono sobre a hereditariedade das doenças. Descobriu-se então que, para aqueles que dormiam entre 7-9 horas por dia os efeitos da herdabilidade da depressão, por exemplo, era de 27%.

Enquanto aqueles que dormiam menos de 7 horas ou mais de 9, os efeitos podiam chegar a 50%. Ou seja, dormir pouco ou dormir muito pode sim afetar nossa vida mais do que imaginávamos. Dessa forma, a Fundação Nacional do Sono, nos EUA, recomenda que os adultos durmam uma média de 7 horas por dia.

E isso pode ser mensurado pelo seu próprio corpo. Se depois de uma noite de sono, em que você teve essa média de horas para descansar, você acorda se sentindo bem, sem cansaço ou dores pelo corpo, por exemplo, significa que você pode estar descansando o suficiente. Mas, se por acaso, você achar que não está dormindo o suficiente ou dormindo demais, talvez esteja na hora de rever seus hábitos.

Então pessoal, o que acharam da matéria? Deixem nos comentários a sua opinião e não esqueçam de compartilhar com os amigos.

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Via   Curiosity  
Jesus Galvão
Goiano, Canceriano e Publicitário.
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