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Esqueleto de grande guerreiro viking na verdade é de uma mulher

POR Leticia Rocha    EM História      20/02/19 às 18h41

Os vikings eram exploradores, guerreiros e piratas nórdicos que colonizaram grandes regiões da Europa e das ilhas do Atlântico Norte. São personagens frequentes na indústria do entretenimento, tanto que muitos têm uma imagem romantizada de que eles eram bons selvagens germânicos. No entanto, os vikings eram intrépidos e até violentos. Aliás, eles foram muito importantes na evolução da tecnologia marítima da época, mas não eram muito pacíficos em seus métodos.

Mesmo com a imagem dos vikings tendo se alterado um pouco ao longo dos anos, o fato de serem guerreiros continuou gravado para todos. Em 1878, os arqueólogos encontraram uma câmara na ilha de Bjorko, que antigamente era um importante centro comercial viking, chamado de Birka. Na câmara, os pesquisadores encontraram os restos mortais de um guerreiro viking de alto escalão. No entanto, recentemente, provou-se que eles estavam enganados, já que não se tratava de um guerreiro e sim de uma guerreira.

Testes de DNA provam que restos pertenciam a uma mulher

Dentro da câmara, os arqueólogos encontraram espadas, pontas de lança, um machado e um escudo. Além disso, havia também dois cavalos sacrificados, tudo o que um guerreiro profissional precisava teoricamente. No entanto, quando os restos foram encontrados, ninguém imaginava que eles poderiam pertencer a uma mulher. Mesmo sem análises detalhadas das ossadas, todos os estudos iniciais indicavam que se tratava de um homem.

No entanto, essa informação foi por água abaixo quando a bioarqueóloga, Anna Kjellstrom, examinou com mais atenção os ossos pélvicos e mandibulares do suposto guerreiro. As dimensões levavam a crer que os restos pertenciam a uma mulher. A análise foi apresentada em 2014 e publicada em 2016. No entanto, grande parte dos estudiosos da área simplesmente não acreditou.

Críticas e comprovação

Muitas foram as dúvidas e suposições levantadas pelos demais pesquisadores. Eles diziam que havia sido analisado o esqueleto errado. Que havia mais de um indivíduo junto e que os ossos foram misturados. Houve ainda outros que apenas duvidavam fervorosamente de um viking mulher. Acontece que, até mesmos os registros e vestígios sobre os vikings, já deram pistas que existiam guerreiras. De acordo com o arqueólogo Baylor Davide Zori, elas eram conhecidas como "donzelas-de-escudo" e lutavam ao lado dos homens.

Apesar de toda desconfiança, a análise mostra claramente que se trata de uma mulher. Foram extraídos dois tipos de DNA para o exame. O mitocondrial determinaria se o conjunto de ossos pertencia a apenas um indivíduo. O DNA nuclear revelaria o sexo biológico. Os resultados foram claros, nenhum cromossomo Y foi encontrado, determinando que só poderia se tratar de uma mulher. Além disso, o outro resultado mostrou que os ossos pertenciam a um único indivíduo.

Mas não pense que ficou apenas por isso mesmo. Os pesquisadores fizeram questão de explicar que seria quase impossível que ocorresse um engano, já que todos os ossos estavam identificados com o código "Bj.581" em tinta preta. Além disso, eles acreditam que, com o tempo, muitas outras histórias e evidências de guerreiras vikings vão surgir. Seja por conta de novas descobertas ou através de novas análises em velhas descobertas, como acabou de ocorrer.

E você, já sabia que as mulheres vikings também podiam ser guerreiras? Nos conte aqui nos comentários e aproveite para compartilhar com os amigos que adoram histórias vikings.

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Leticia Rocha
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