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Esse bebê tubarão nasceu em um aquário somente feminino e pode ser o primeiro ”nascimento virginal” da história

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Poucas coisas no mundo são mais incríveis do que a gestação de uma mãe. Não importa se é uma mamãe humana ou qualquer outro tipo de animal. O reino animal é mais curioso do que o humano. Isso por causa da diversidade das espécies. No entanto, mesmo que algumas características sejam diferentes entre as espécies de animais e os humanos, uma coisa em comum é que o embrião se desenvolve no útero até o momento do seu nascimento.

No entanto, a forma de se conceber esse embrião pode surpreender. Como no caso desse raro tubarão que nasceu de um “nascimento  virginal” em um tanque de tubarões fêmeas em um aquário italiano. De acordo com os cientistas, ele pode ser o primeiro do seu tipo.

Filhote

Tubarao1, Fatos Desconhecidos

O filhote de tubarão smoothhound, chamado Ispera, que significa esperança na Sardenha, nasceu no Acquario di Cala Gonone, na Sardenha, Itália. A mãe desse filhote passou 10 anos vivendo em um tanque com outra fêmea. Por conta disso, os cientistas acreditam que esse filhote recém nascido pode ser o primeiro caso documentado de partenogênese de tubarão nessa espécie.

A partenogênese é um fenômeno raro onde o óvulo se desenvolve em um embrião sem ter sido fertilizado por um espermatozoide. Esse processo já foi observado em mais de 80  espécies de vertebrados, incluindo tubarões, répteis e peixes.

“Cerca de 15 espécies de tubarões e raias são conhecidas por fazer isso”, disse Demian Chapman, diretor do programa de conservação de tubarões e raias do Mote Marine Laboratory & Aquarium na Flórida.

Contudo, ele também pontuou que por mais que os tubarões tivessem  essa capacidade, era bem difícil documentá-la na natureza. “Na natureza, a partenogênese pode ser o último recurso para as fêmeas que não conseguem encontrar um parceiro em situações de baixa densidade populacional”, pontuou.

Fenômeno

Pode se ver esse fenômeno também em tubarões fêmeas em cativeiro separadas dos machos por períodos de tempo grande. Segundo a National Geographic, existem dois tipos de partenogênese.

O primeiro tipo é a apomixia, que é um tipo de clonagem mais comum em plantas. O outro é a automixis, que foi documentada em tubarões. Ela envolve uma leve mistura dos genes da mãe para conseguir criar descendentes parecidos com a mãe, mas não clones exatos.

“Em vez de se combinar com um espermatozoide para formar um embrião, o óvulo se combina com um corpo polar. Ele é essencialmente outra célula. Ela se produz ao mesmo tempo que se produz o óvulo. E tem o DNA complementar. A partenogênese é essencialmente uma forma de endogamia, já que a diversidade genética da prole é bastante reduzida”, explicou Christine Dudgeon, pesquisadora da University of Queensland, na Austrália.

Por conta disso, os filhotes de partenogênese podem ter uma chance reduzida de sobrevivência.

Fonte: https://www.sciencealert.com/a-baby-shark-has-just-been-born-but-the-mother-lived-in-an-all-female-tank

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