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Japão enfrenta onda de protestos após anunciar que despejará agua radioativa no oceano

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Nesta terça-feira, 13/04, o Japão anunciou que começaria a despejar no Oceano Pacifico toda água radioativa da usina nuclear de Fukushima. O conteúdo deve ser eliminado em um período de dois anos. De acordo com as autoridades de Tóquio, a água, que estava armazenada em ambientes projetados, foi filtrada e diluída para atingir níveis seguros e não comprometer a vida marinha.

Para protestar contra a decisão do governo japonês, ativistas ambientais e manifestantes se reuniram em frente à residência do primeiro-ministro, Yoshihide Suga, no centro de Tóquio.

Água radioativa

De acordo com as informações disponibilizadas em uma reportagem da CBS News, estima-se que mais de um milhão de toneladas de água contaminada – o suficiente para encher 500 piscinas olímpicas – estão armazenadas na usina de Fukushima. O conteúdo encontra-se em uma enorme área provida de inúmeros tanques.

A água em questão era utilizada para resfriar os reatores da usina. Não obstante, há também água que passava por dutos subterrâneos, os quais foram danificados pelo avassalador terremoto de 2011, seguido de um tsunami. O fenômeno devastou completamente a costa do nordeste do Japão.

O plano de despejar toda água residual no Oceano Pacifico veio à tona em meio ao outono do ano passado, quando os meios de comunicação japoneses revelaram que o governo não possui estrutura adequada para seguir mantendo a água armazenada.

“Não podemos mais adiar o plano. Precisamos lidar com a água residual para evitar atrasos nas obras de desativação da usina nuclear de Fukushima Daiichi”, disse o secretário-chefe de gabinete Katsunobu Kato, em outubro de 2020, sem comentar detalhes do projeto.

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Na terça-feira, Suga informou que, após anos analisando toda a situação, cientistas e pesquisadores que trabalham para o governo japonês chegaram à conclusão de que despejar a água residual no oceânica era a forma mais viável de lidar com o excesso de água contaminada. “A Agência Internacional de Energia Atômica também apoia o plano, pois também acredita que a decisão é cientificamente razoável”, disse Suga.

Mesmo que a decisão do governo japonês tenha sido baseada no planejamento de profissionais competentes, o plano de despejar as águas residuais que se encontram há anos armazenadas em tanques em uma área da usina de Fukushima no Oceano Pacífico despertou uma certa ira nos países asiáticos vizinhos, bem como nor residentes que vivem próximo a região e recorrem a pesca para sobreviver.

Segundo informou a reportagem publicada pela CBS News, a China considerou a decisão “extremamente irresponsável” e a Coreia do Sul convocou o embaixador japonês em Seul para discutir o assunto.

“Eles nos disseram que não liberariam a água no mar sem o apoio dos pescadores”, disse Kanji Tachiya, líder de uma cooperativa local de pesca em Fukushima, à emissora nacional NHK antes do anúncio ter sido feito pelo governo japonês na terça-feira, 13/04. “Não podemos apoiar este movimento. O governo não pode quebrar essa promessa e liberar a água no mar unilateralmente”.

Os críticos, incluindo Shaun Burnie, o especialista nuclear do Greenpeace, argumentam que o Japão deveria continuar armazenando as águas residuais nos compartimentos que se encontram no pátio da usina de Fukushima.

“Despejar toda essa água, mesmo que filtrada, irá contaminar deliberadamente o Oceano Pacífico, que já ficou contaminado por décadas por conta de testes de armas nucleares. A atual decisão simplesmente não é aceitável”, disse Burnie, em entrevista à CBS News.

A liberação total da água levará anos para ser concluída. Os críticos pediram ao governo do Japão que pelo menos realize uma nova avaliação da água residual para verificar se o nível de radiação é seguro para o meio ambiente.

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