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Jovens de até 24 anos ocupam 68% das contratações abertas em 2022

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Nem sempre os salários dos mais jovens são dos melhores, no entanto, o mercado para esse segmento continua aquecido. É o que mostram os dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), os quais demonstram que dois terços das contratações de 2022 foram de pessoas na faixa entre 18 e 24 anos.

Dessa forma, das 770.593 vagas de emprego abertas, 401.302 se destinaram a trabalhadores desse espectro de idade. Em contrapartida, aqueles com mais de 65 anos tiveram um saldo negativo nessa balança entre admissões e demissões: 12.660 deles sofreram um desligamento.

Fonte: Fox

Mais jovens x mais velhos

Basicamente, quase 70% das vagas de trabalho que abriram em 2022 foram preenchidas por pessoas entre 18 e 24 anos. Ou seja, esse segmento é o que mais está se empregando durante a retomada da economia após o maior controle da pandemia de Covid-19.

Em abril, o país abriu mais de 196 mil empregos. Dessa forma, este foi o quarto resultado positivo seguido, já que neste mês, 1.854.557 pessoas foram contratadas, enquanto que 1.657.591 foram demitidas.

Deste montante de 196 mil vagas a mais, 111.117 se dedicaram a atender os mais jovens. Estes representam 56,4% das janelas de trabalho. Apesar disso, o país continua registrando uma taxa de desemprego de dois dígitos (10,5 %), com 11,3 milhões de profissionais sem emprego.

Portanto, dentro dos números positivos do gradual impulso econômico pós-pandemia, quase todas as faixas etárias se deram bem de certa forma. Entre as pessoas de 25 a 29 anos, o número de contratações superaram em 74.176 o de demissões. De modo semelhante, entre 30 e 39 anos, a balança ficou positiva com 95.066 postos a mais. Em seguida, os quarentões (40 a 49) registraram 89.801 mais admissões que desligamentos.

Fonte: Ivan Samkov

Por outro lado, as pessoas com mais de 65 anos não tiveram as mesmas realidades dos mais jovens. Esse público continuou a perder postos de trabalho, tal como se deu durante os período mais crítico da pandemia. Dessa forma, houve mais demissões do que contratações, o que fecha em um saldo de 310 postos a menos para os idosos.

Juventude x experiência

Sem dúvidas, o nosso país está envelhecendo de forma geral. Isso se vê ao comparar a idade média da população de 2010 com a de 2020. No primeiro caso, esse número ficava em 32,1 anos, menor do que agora, que é 33 anos. Nesse sentido, conforme apontam as previsões, em 2030, essa idade média vai chegar aos 36 anos.

De acordo com o neuropsicanalista Renato Lisboa, em artigo para RH pra você, os idosos de hoje possuem mais condições de serem independentes economicamente, quando comparamos com as pessoas mais velhas de décadas atrás.

“Como resultado desse processo, os idosos tendem a ganhar 36,3% a mais em relação aos idosos de décadas passadas. Isso significa que as pessoas em cargos mais altos que estavam próximas da aposentadoria décadas atrás, nestes novos tempos estão mais ativas e querendo trabalhar mais”, escreve o especialista ao analisar os fluxos de contratações do mercado.

Fonte: Andrea Piacquadio

Portanto, essas pessoas com idades mais avançadas ainda possuem plenas condições de continuarem a desempenhar sua funções de forma competente e responsável. E isso recebe o cuidado de algumas empresas, as quais buscam reter em um mesmo ambiente a experiência das pessoas mais velhas com o vigor dos mais jovens.

Todavia, nem sempre o processo ocorre assim, o que gera uma desproporcional relação de rivalidade. “É preciso que as organizações passem a valorizar os colaboradores de igual para igual, independentemente da idade, de forma a desconstruir ‘a crença de que os mais jovens estão ali tomando o lugar dos mais velhos’, o que de fato não é verdade”, argumenta o neuropsicanalista.

Portanto, livrar-se de um funcionário por conta da idade pode ser um tiro no pé de qualquer empresa, a qual ficará sem a experiência e o conhecimento de atalhos deste sujeito.

Fonte: R7, RH pra você.

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