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Novas pistas sobre o túmulo perdido de Alexandre, o Grande foram descobertas

POR Jesus Galvão    EM Ciência e Tecnologia      07/03/19 às 15h00

Há aproximadamente 14 anos, a arqueóloga grega, Calliope Limneos-Papakosta, vasculha os Jardins Shallalat, um parque público em Alexandria, no Egito, em busca de vestígios de Alexandre, o Grande. Num dia de escavação comum, quando já estava prestes a ir para casa, algo aconteceu.

Um pouco do solo cedeu e os assistentes de Papakosta, que dirige o Instituto Helênico de Pesquisa da Civilização Alexandrina, a chamaram para que ela pudesse avaliar o que haviam encontrado. Um pedaço de mármore branco que saia da terra. Naquele momento, era como se uma onda de energia e esperança invadisse todo o ser da cientista.

Uma nova esperança

"Eu estava rezando. Eu esperava que não fosse apenas um pedaço de mármore" disse ela. O artefato encontrado pela equipe de Papakosta, parecendo atender as orações da arqueóloga, era uma antiga estátua helenística e que ostentava todas as marcas de Alexandre, o Grande.

Aproximadamente sete anos depois disso, Papakosta e equipe cavaram 15 metros abaixo de Alexandria e descobriram um bairro real da antiga cidade. "Esta é a primeira vez que as fundações originais de Alexandria foram encontradas. Fiquei arrepiado ao vê-las", afirmou o arqueólogo residente da National Geographic Society, Fredrik Hiebert.

O local ainda pode render a pesquisadora um grande prêmio: a tumba perdida de Alexandre, o Grande. O líder macedônico se tornou rei após o assassinato de seu pai, Filipe II, em 336 a.C. Nos 12 anos seguintes de seu reinado, Alexandre dizimou todos os impérios inimigos que ousaram atravessar seu caminho. Incluindo a Pérsia e o Egito, onde ele se autoproclamou faraó.

Alexandre morreu em 323 a.C., aos 32 anos. No entanto, seus restos mortais nunca foram encontrados. Sabe-se que seu corpo foi primeiramente enterrado em Memphis, no Egito, e posteriormente em Alexandria. Entretanto, um tsunami atingiu a cidade em 356 d.C.

Apesar da invasão da água, a cidade sobreviveu, se reerguendo sobre suas porções antigas, reunindo uma população de mais de cinco milhões de habitantes. As fundações da cidade foram enterradas e esquecidas com o tempo, bem como o local do túmulo de Alexandre, que permanece como um grande mistério para comunidade científica.

O valor do tempo

A dificuldade para encontrar esse lugar aumentou o seu prestígio e encontrar a tumba de Alexandre, o Grande, seria tão grandioso quanto foi a descoberta de Tuthankhamon. Isso mantém as esperanças de Papakosta em continuar a escavar. Além de um mapa antigo de Alexandria, a arqueóloga ainda utiliza tecnologia moderna como tomografia de resistividade elétrica para que possa determinar os lugares onde cavar.

No antigo bairro real, Papakosta conseguiu descobrir uma estrada romana antiga e o que sobrou de um enorme edifício público que poderia apontar uma direção onde estaria localizado o túmulo do conquistador.

A persistência de Papakosta é algo que a separa de outros cientistas, segundo disse Hiebert. "É raro, na minha experiência, encontrar alguém que ficou em um único local por 21 anos". Ele ainda a compara com um lutador de boxe que mesmo depois de cair, se levanta e volta a lutar. "Ela vai as nove rodadas completas", completou ele.

A arqueóloga está convencida de que está cada vez mais próxima de encontrar a tumba de Alexandre. Mas, segundo ela, não se deixa deslumbrar e nem tira os pés do chão. "Com certeza, não é fácil encontrá-lo. Mas, com certeza, estou no centro de Alexandria, no bairro real, e todas essas possibilidades estão a meu favor", disse ela.

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Jesus Galvão
Goiano, Canceriano e Publicitário.
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