Curiosidades

Ossos de ancestrais misteriosos e extintos foram desenterrados na Sibéria

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Em suma, os povos antigos escondem diversos segredos que, até hoje, não se revelaram. Por isso, estudiosos dedicam suas vidas em busca de informações que nos façam entender um pouco mais de como era o mundo antigamente. Ademais, os ancestrais humanos sempre revelam algo sobre o nosso passado.

Nesse ínterim, as constantes descobertas arqueológicas têm ajudado a definir cada vez mais o passado. Assim, é por meio dessas descobertas, que entendemos melhor as culturas que fizeram parte da história. Isso se dá por conta dos inúmeros estudos científicos que mudam completamente a nossa compreensão do passado.

Um exemplo disso é a descoberta dos fósseis mais antigos dos misteriosos ancestrais humanos conhecidos como denisovanos. Junto com os ossos de 200 mil anos, os pesquisadores também descobriram, pela primeira vez, artefatos de pedra ligados a esses ancestrais humanos extintos.

Ancestrais

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Os denisovanos foram identificados, pela primeira vez, há pouco mais de uma década. Eles são um ramo extinto da árvore genealógica humana, sendo os parentes mais próximos que se conhece dos humanos modernos, junto com os neandertais.

Através de uma análise do DNA extraído dos fósseis, é sugerido que os denisovanos podem ter sido difundidos em toda Ásia continental, ilhas do sudeste da Ásia e Oceania. Ademais, também foi revelou que, pelo menos dois grupos diferentes de denisovanos se cruzaram com ancestrais dos humanos modernos.

Nesse sentido, os cientistas tinham descoberto somente meia dúzia de fósseis denisovanos. Desses, cinco foram encontrados na caverna Denisova, na Sibéria, e um foi encontrado em um local sagrado, na China.

Contudo, recentemente os pesquisadores descobriram outros três fósseis denisovanos na caverna Denisova. Estima-se que esses fósseis de ancestrais humanos tenham aproximadamente 200 mil anos. Isso faz com que eles sejam os denisovanos mais antigos já encontrados, já que os outros denisovanos encontrados tinham entre 122 e 194 mil anos.

Estudo

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No novo estudo, os pesquisadores examinaram 3.791 restos de ossos desses ancestrais encontrados na caverna Denisova e procuraram por proteínas que sabiam ser denisovana, baseando-se em pesquisas anteriores de DNA desses ancestrais.

Como resultado, dentre os restos, os pesquisadores identificaram cinco ossos humanos. Desses, quatro tinham DNA suficiente para revelar sua idade. Um deles era neandertal e os outros três denisovanos. Baseado nas semelhanças genéticas, dois desses fósseis podem vir de uma pessoa ou de indivíduos aparentados.

“Ficamos extremamente entusiasmados em identificar três novos ossos denisovanos entre as camadas mais antigas da caverna Denisova. Nós visamos especificamente essas camadas onde nenhum outro fóssil humano foi encontrado antes, e nossa estratégia funcionou”, disse a autora sênior do estudo Katerina Douka, cientista arqueológica da Universidade de Viena, na Áustria.

Os pesquisadores estimaram a idade desses ancestrais tendo como base a camada de terra onde eles foram descobertos. Essa camada também tinha vários artefatos de pedra e restos de animais. Tudo isso serviu como pistas arqueológicas a respeito da vida e do comportamento dos denisovanos.

Descoberta

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Essa descoberta de artefatos com esses ancestrais humanos se revelou importante porque, anteriormente, os fósseis denisovanos eram encontrados apenas em camadas sem esse material arqueológico, ou em camadas que também poderiam conter material de neandertal.

“Esta é a primeira vez que podemos ter certeza de que os denisovanos foram os criadores dos vestígios arqueológicos que encontramos associados a seus fragmentos ósseos”, disse Douka.

Ademais, essas novas descobertas sugerem que esses ancestrais recém descobertos viveram em um época na qual, segundo os pesquisadores, o clima era quente e comparável ao que temos atualmente. Além disso, eles viveram em um lugar favorável para a vida humana que tinha florestas de folhas largas e estepes abertas.

Outro fator é que os restos de animais mortos e queimados que também foram encontrados na caverna sugeriram que os denisovanos podiam ter se alimentado de veados, gazelas, cavalos, bisões e rinocerontes.

“Podemos inferir que os denisovanos se adaptaram bem a seus ambientes, utilizando todos os recursos disponíveis”, pontuou Douka.

Artefatos

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Somado ao exposto, os artefatos de pedra encontrados na camada mostraram que esses ancestrais usaram ferramenta de raspagem para, talvez, lidar com as peles dos animais. Ademais, o estudo também descobriu que os denisovanos podiam não ter sido os únicos a ocuparem a caverna no mesmo tempo. Até porque, os ossos de carnívoros, como lobos e cães selvagens, sugerem que os denisovanos podem ter competido com esses animais por suas presas.

“No momento, nossa equipe continua a trabalhar na Caverna Denisova e em vários outros sites asiáticos e espera relatar algumas novidades interessantes muito em breve”, concluiu Douka.

Fonte: Science Alert

Imagens: Live Science 

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