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Ossos de mamute gigante são encontrados na Flórida

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Um achado impressionante foi realizado por dois mergulhadores que estavam no Rio Peace, localizado no estado da Flórida, nos Estados Unidos. Derek Demeter e Henry Sadler encontraram um raro osso de mamute, que foi extinto há cerca de 100 mil anos. A descoberta foi realizada em maio de 2021.

O osso gigante, do animal que viveu na Era do Gelo, tem cerca de 1,2 metros de comprimento e pesa 22,6 quilos. Os dois mergulhadores acreditam que corresponde a um fémur ou algum outro osso da coxa. No mesmo dia, os dois exploradores encontraram partes de um tubarão extinto e um dente de tigre-dente-de-sabre. Uma sorte e tanto!

Um dos homens responsáveis pela descoberta, Derek Demeter, afirmou à Fox News que o momento foi emocionante. Tudo aconteceu quando Henry, parceiro de mergulho do Derek, gritou ao amigo informando que tinha encontrado alguma coisa importante. Segundo eles, o fóssil estava enterrado sob uma camada de areia.

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Os dois paleontologistas amadores já encontraram uma série de outras ossadas. Por ter experiência em achados históricos, Demeter, que é diretor do planetário do Seminole State College, afirmou à Fox News que o osso encontrado era “muito mais denso” e, por isso, deveria ter “provavelmente uns 100 mil anos de idade”. 

Anteriormente, a dupla de mergulhadores havia doado outros fósseis encontrados por eles para o Museu de História Natural da Flórida. Já o osso do mamute foi levado por Sadler para a sala de aula da escola em que ele ministra aulas para crianças. O objetivo é que elas possam ter contato com a história antiga da Flórida. 

Características desses animais

Acredita-se que o fêmur encontrado era de um mamute-de-colúmbia. Essa espécie era provavelmente um híbrido entre o mamute lanoso e uma linhagem desconhecida de mamute que chegou à América do Norte, vindo da Sibéria há cerca de 1,5 milhão de anos, de acordo com pesquisas recentes de DNA.

Pelo tamanho do fêmur do animal, estima-se que ele poderia ter cerca 2,25 metros de altura e pesar aproximadamente 10 mil quilos. A aparência desses animais era próxima à imagem dos elefantes que se tem hoje, embora os mamutes apresentassem grandes presas e o corpo repleto de pelos. Como viviam em climas muito frios, a pelagem era uma importante característica para a manutenção da temperatura corporal. 

Assim como os elefantes modernos, acredita-se que os mamutes viviam em grupos. Esses grupos eram formados por fêmeas e seus filhotes jovens. Os machos adultos provavelmente viviam sozinhos ou em pequenos grupos de solteiros. A extinção desses animais de características peculiares se deu, em grande parte, por conta das mudanças climáticas ocasionadas pelo aquecimento global. 

As mudanças de temperatura corroboraram no fim da Era Glacial e, consequentemente, na diminuição de habitats propícios ao desenvolvimento dos mamutes, que eram adaptados ao frio. Na atualidade, diversos pesquisadores se empenham em “trazer de volta” a linhagem desses animais.

É possível “criar” novos mamutes?

Mais de US$ 15 milhões (cerca de R$ 78 milhões) já foram destinados ao projeto. A quantia foi doada por patrocinadores à empresa Colossal, que estuda a possibilidade de recriar esses animais. O objetivo dos estudos atuais é desenvolver tecnologias de engenharia genética para criar um híbrido do mamute com o elefante asiático, chegando o mais próximo possível dos mamutes que já habitaram o planeta.

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O ponto de partida do trabalho seria o material genético de restos congelados de mamutes que morreram há muitos milênios. Com isso, o próximo passo seria povoar partes da Sibéria com esses animais, objetivando o reequilíbrio ambiental.

De fato, caso os estudos avancem, existe a possibilidade de vermos mamutes pela Terra novamente. No entanto, diversos questionamentos envolvem a prática de recriar os mamutes. Isso porque não se sabe como esses seres reagiriam ao mundo atual, já que as condições climáticas são muito diferentes daquelas que eram encontradas quando eles viveram.

Da mesma forma, existem pessoas que se opõem ao projeto devido à questão ética de trazer de volta à vida uma espécie que deixou de existir há tanto tempo. Junto às oposições e aos avanços tecnológicos para a criação de novos mamutes, até o momento a empresa Colossal tem, de fato, empenhado esforços para que isso aconteça.

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