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Síndrome de Jerusalém: os turistas portadores do curioso transtorno no qual acreditam que são profetas

POR Cristyele Oliveira    EM Curiosidades      17/07/19 às 18h01

Você já ouviu falar sobre a Síndrome de Jerusalém? Não? Pois saiba que esse transtorno, um tanto quanto curioso, é mais comum do que se imagina. Se você visitar a cidade um dia, há uma chance de você passar por isso.

A síndrome de Jerusalém se trata de um fenômeno estranho, que pode acontecer com pessoas de outros lugares, que visitam a cidade histórica de Jerusalém. Acontece que alguns desses turistas começam a ter delírios e apresentar quadros de psicose religiosa intensa. Para se ter uma ideia, alguns deles acreditam até que são profetas, ou em casos mais extremos, se auto reconhecem como sendo a própria figura do messias.

Por mais surreal que possa parecer, essa síndrome é mesmo real e até mesmo reconhecida pela comunidade científica. Esses fenômenos mentais, caracterizados por ideias obsessivas de cunho religioso, envolvem experiências psicóticas causadas pela visita à cidade. O lugar é tido como um símbolo religioso.

Síndrome de Jerusalém

Esse fenômeno curioso, onde alguns turistas vivenciam delírios e psicoses religiosas, não é bem uma coisa nova. Na verdade, já acontece há um bom tempo. A primeira vez em que foi descrita uma ocorrência foi na década de 1930, pelo médico psiquiatra Heinz Herman. O médico é um dos fundadores da pesquisa psiquiátrica em Israel. No entanto, sabe-se que casos da síndrome de Jerusalém já aconteciam desde a Idade Média.

Entre 1979 e 1993, o psiquiatra Yair Bar-El atendeu quase 500 pessoas que apresentaram os sintomas da síndrome e estavam "temporariamente insanas". De acordo com um artigo, de 2000 publicado na revista British Journal of Psychiatry, em média 100 turistas estrangeiros são encaminhados todos os anos para uma das principais clínicas de saúde mental da cidade, apresentando os sintomas da síndrome.

Existem três tipos principais de manifestação dessa síndrome. O primeiro tipo engloba pessoas que já que foram diagnosticadas com alguma doença psicótica antes de visitar a cidade. E nesse caso, ainda há uma grande chance de terem ido até a cidade justamente por conta dessa influência de ideias religiosas alucinantes.

Já o segundo tipo são indivíduos que não necessariamente apresentam algum tipo de transtorno mental. Mas que tenham uma obsessão excessiva com a importância dada à cidade.

Por último, temos o tipo mais conhecido. E é quando uma pessoa, mentalmente estável, fica psicótica ao pisar na cidade de Jerusalém. Entre os sintomas, os principais são ansiedade, agitação, obsessão por estar limpo e puro, gritar salmos e versículos da Bíblia ou proferir sermões. Geralmente, essas "pregações" são bastante confusas e acontecem principalmente em pontos turísticos sagrados.

Tratamento

Quando alguém apresenta esses sintomas, muitas vezes, são usados tranquilizantes para tentar minimizar o ápice da crise. Mas, em geral, esse transtorno não dura muito tempo e nem causa nenhuma sequela definitiva. Quando a pessoa vai embora de Jerusalém e retorna à sua cidade, os sintomas desaparecem.

Por mais que nem todo mundo tenha ouvido falar a respeito, há várias referências a essa síndrome na cultura popular. Inclusive, tem um filme de 2008, que é baseado em fatos reais e conta a história do turista australiano, Michael Rohan. Em 1969, Rohan teve um surto psicótico ao visitar Jerusalém e chegou a atear fogo em uma mesquita. Recentemente, em 2018, um turista britânico desapareceu no deserto de Negev, em Israel, e muitos acreditam que isso esteja relacionado ao transtorno.

E você, já tinha ouvido falar sobre a síndrome de Jerusalém? Conta para a gente nos comentários e compartilhe com os seus amigos.

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Cristyele Oliveira
EQUIPE FATOS DESCONHECIDOS, BRASIL
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