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Sonda Gaia produz o mapa da Via Láctea mais completo da história

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A sonda Gaia segue trazendo informações importantes sobre a Via Láctea. Na última remessa de dados, a investigação nos entregou um mapa da galáxia na qual estamos inseridos. A engenhoca faz parte do programa espacial da Agência Espacial Europeia.

Nesse sentido, o terceiro envio de dados permitiu rastrear terremotos que ocorrem nas estrelas. Além disso, através dessa sonda, foi possível ter acesso ao DNA das estrelas. A missão Gaia vai perdurar até 2025.

Fonte: ESA

12 anos em missão 

Desde o início, as expectativas já eram altas para as descobertas da sonda da Agência Espacial Europeia. Sendo assim, entre 2014 e 2017, ela analisou cerca de 2 bilhões de estrelas. A princípio, esse número pode parecer grande, mas ainda é apenas 1% de todo catálogo estrelar da Via Láctea.

Ainda assim, a análise conseguiu trazer informações importantes sobre esses astros. Agora, possuímos acesso a mais dados sobre as composições das estrelas, além de suas idades, temperaturas, cores e massa. Além disso, a sonda também calculou o quão veloz esses corpos celestes se afastam ou se aproximam da Terra.

Dessa forma, com esses dados adicionais, fica viável de se estudar até mesmo os terremotos estrelares (starquakes). Isso porque, através da Gaia, é possível de se compreender o que ocorre dentro desses astros. Logo, os cientistas conseguem entender melhor como se dão os tsunamis nas superfícies das estrelas.

Segundo explica Conny Aerts, da belga Universidade KU Leven, a sonda Gaia permite inúmeros avanços nos estudos das estruturas sísmicas desses corpos celestes. “Starquakes nos ensinam muito sobre estrelas, especialmente sobre seu funcionamento interno. Gaia é uma mina de ouro para a asterosismologia de estrelas de grande massa”, argumenta ela.

Fonte: De Tudo Blogue

Portanto, através de fenômenos de forte impacto como estes, os cientistas entendem como essas estruturas brilhantes evoluíram ao longo do tempo. Como resultado disso, passamos a ter indícios também da origem da Via Láctea como um todo.

História da Via Láctea

“Algumas estrelas da nossa galáxia são compostas por material primordial e outras, como o nosso Sol, contêm matéria enriquecida de gerações anteriores de estrelas”, diz o comunicado da Agência Espacial Europeia. Logo, essas pequenas diferenças demonstram as histórias de cada parte da imensa galáxia em que vivemos.

A exemplo disso, o informe do órgão diz que a sonda descobriu que astros próximos do centro da Via Láctea possuem mais metais do que os distantes. Estes casos revelam corpos um pouco mais “jovens”, quando se compara com outros como o nosso Sol. Portanto, a missão em questão conseguiu elaborar um mapa não só astronômico, mas também histórico da Via Láctea.

Inclusive, o instrumento também obteve informações sobre estrelas de outras galáxias, o que é um feito de se tirar o chapéu. Na ocasião, esse rastreio se deu pelo fato do objeto perceber que esses astros possuíam uma composição orgânica diferente daquela que se encontra em nossas dependências galácticas.

Fonte: Nasa

E assim prossegue a missão Gaia, com previsão de terminar apenas em 2025. Até lá, essa sonda vai continuar seu bem-sucedido trabalho de desbravar a Via Láctea. A propósito, nessa tarefa, esse equipamento tem antigas e boas companhias: Voyager 1 e Voyager 2.

Ambas as missões tiveram seus lançamentos em 1977, ano que faz parte da corrida espacial entre Estados Unidos e Rússia. A princípio, o objetivo inicial dessas ferramentas era explorar Júpiter e Saturno. Por volta da década de 80, o instrumento foi ainda mais longe, chegando até Plutão.

Dessa forma, em 1990, a sonda estava com todos os seus objetivos concluídos. Logo, surgiu a brecha para que o objeto fosse além do sistema solar: era a Missão Interestrelar Voyager. Então, durante a década de 2000, os dois equipamento já se encontravam cruzando a fronteira do sistema solar com o espaço interestrelar.

Fonte: BBC.

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