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A maquiagem mortal da Rainha Elizabeth I

Rainha Elizabeth I
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Por mais que possa parecer que padrões de beleza surgiram e impactaram a sociedade recentemente com a expansão da internet e da propaganda, isso não é a realidade. A verdade é que padrões de beleza existem há muito tempo, moldando as pessoas em busca da aparência perfeita. 

Mas, esses padrões com certeza eram diferentes dos padrões atuais. Claramente, os padrões poderiam refletir posição social, pureza e nobreza, entre muitas outras coisas. Então, como os padrões de beleza fizeram parte da morte da rainha Elizabeth primeira?

Em muitas culturas, a pele branca era sinal de que a pessoa não trabalhava no campo para sobreviver. Isso consequentemente refletia sua posição social. Mas, também era muito comum associar o branco à pureza.

Em contrapartida, a pele retinta era associada ao pecado e ao humano primitivo. No caso da Inglaterra do século XVI, a moda para as mulheres era ter a pele não simplesmente clara, e sim branca como giz. 

Maquiagem branca para pele

Rainha Elizabeth I

Reprodução

Considerando os surtos de varíola da época, também tinha o problema das cicatrizes deixadas para trás. Então, as mulheres faziam uma mistura de vinagre com chumbo branco para cobrir todas as chamadas imperfeições da época. A rainha também partilhava dessa prática, o que causou muitos problemas.

O chumbo é um metal pesado que causa intoxicação. Então, alguns dos efeitos que a rainha sofreu foram a queda de cabelo e deterioração da pele. Além disso, o envenenamento por chumbo pode realmente ter tirado sua vida.

Infelizmente, uma monarca feminina tinha ainda mais padrões a serem mantidos que um monarca masculino. Assim, enquanto lutava contra a Maria, rainha da Escócia, ela não poderia mostrar qualquer mancha em sua pele.

Para todos os seus súditos, ela precisava aparentar ser invencível e perfeita. Assim, ela usou cada vez mais cosméticos, principalmente à medida que envelhecia. Pior ainda, ela era o símbolo de beleza para as demais mulheres da época.

Batom

Mas, esse não era o único cosmético problemático. O seu batom avermelhado continha cinábrio, um mineral tóxico que contém mercúrio. Então, o mercúrio também entrou em seu organismo dia após dia.

Os sintomas do envenenamento por mercúrio incluem perda de memória, irritabilidade e depressão. Tudo isso foi relatado como características da rainha Elizabeth I ao final de sua vida.

Pele fantasmagórica

Rainha Elizabeth I da Inglaterra

Reprodução

Ela também tinha uma pele verdadeiramente fantasmagórica. Sua pele ficou lentamente corroída e isso só piorava quando ela passava mais e mais camadas de chumbo e vinagre.

Nessa época, ela nem tirava sua maquiagem. Inclusive, ninguém limpava sua maquiagem todas as noites. Ou seja, era comum aplicar maquiagem e manter ela no rosto e no pescoço durante uma semana! Quando ela finalmente removia a maquiagem, era usado uma mistura de casca de ovo com mais chumbo! 

Existem relatos de que a pele ficava mais macia após a remoção. Mas isso provavelmente era porque a mistura literalmente arrancava as camadas externas de pele. Como dito anteriormente, a intoxicação por chumbo e mercúrio causavam sérios problemas, entre eles, a irritabilidade e a depressão.

Recusa de atendimento médico

Assim sendo, a rainha Elizabeth I recusou ser examinada por médicos ao final de sua vida por conta de sua depressão profunda. Ela até se recusava a descansar, dizendo que, se ela se deitasse, jamais levantaria de novo.

No dia 24 de março de 1603, a rainha faleceu. Pode ser que a maquiagem venenosa lentamente tenha levado a rainha a esse destino trágico.

Então, a rainha Elizabeth é só um caso muito conhecido de como os padrões de beleza podem ultrapassar limites ao ponto de causarem sérios problemas, incluindo a morte.

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