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Casal atende desejo de filho de 8 anos que queria pintar as unhas, independente de padrões

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Dois influenciadores moradores de Itajaí, no Litoral Norte de Santa Catarina, pais de um menino de 8 anos, chamaram muita atenção nas redes sociais depois que um deles publicou fotos do filho. Isso porque suas unhas estavam pintadas de vermelho e amarelo, o que chocou diversas pessoas apegadas aos padrões.

Na publicação, o pai, Rafael César, ressaltou que “a única coisa que importa é ele ser feliz”. As imagens que renderam comentários foram publicadas na terça-feira (2). Na tarde de quarta-feira (3), mais de 100 mil pessoas haviam curtido as imagens no Twitter.

“Hoje nosso filho quis pintar as unhas. Meu medo do preconceito mandava eu dizer não. Mas não posso! Ensinamos que ele é livre e que a única coisa que importa é ele ser feliz. E olha esse sorrisão… Suas unhas ficaram lindas, meu filho”, escreveu.

Assim sendo, embora tenham recebido mensagens de apoio, Rafael e Luke Vidal lidaram com frases maldosas também. Até a última quarta-feira, a publicação já acumulou mais de 1.600 comentários. Em entrevista ao G1, Luke Vidal disse que os dois não tiveram medo de divulgar as fotos do filho. Isso porque acreditaram que as imagens poderiam servir como um canal de representatividade e inspiração para outras famílias que buscam não recriar padrões.

“Nós ensinamos nosso filho a nunca se calar e se esconder perante o preconceito. Decidimos postar, pois as fotos apenas demonstram uma criança feliz e que não está fazendo nada de errado”, destacou.

Sem preconceito

Após a publicação, Rafael gravou stories em seu perfil do Instagram com Kauan, enaltecendo o filho. “Você é um menino corajoso. Todo mundo que te conhece ama você, porque você é um menino muito maravilhoso, um menino muito incrível , muito educado, muito respeitoso”, disse ao filho.


De acordo com o casal, essa foi a primeira vez que o filho pediu para pintas as unhas. “Vermelho é a cor favorita dele e quando ele viu o esmalte amarelo quis fazer colorido”, contou Luke. Desse modo, Kauan está na família há dois anos e, segundo Rafael, ele passou por situações “cruéis e desumanas” antes da adoção.

“Quando adotamos ele, prometemos que ele seria feliz e livre! E assim será!”, escreveu Rafael, no Twitter.

Sem tabu

vitão

Divulgação/Quem

Um artista brasileiro que se tornou manchete nos últimos tempos por promover uma estilo de vida que foge um pouco dos padrões é Vitão. Aos 22 anos, o cantor já acumula 5 anos de carreira, com milhões de streams e hits ao longo dos anos. Assim, independente da aprovação do público, o artista reforça que não se importa com rótulos e quer mesmo “causar espanto”.

O objetivo, com isso, é abrir diálogo para mudanças em questões que ele acredita serem importantes. Na revista Quem, Vitão aparece na capa ignorando os padrões masculinos, decorado com maquiagem e roupas sem gênero.

“Gosto de causar espanto no bom sentido, de alguém falar: ‘Nossa, mano, ele está vestindo assim mesmo? Ele teve a moral de colar no bagulho assim?’. De sustentar e trazer essa comunicação da liberdade. De a gente poder ser e existir da forma que tem vontade naquele dia. A gente pode mudar de ideia num dia e ser outra coisa. O ser humano é mutável, tudo muda da noite para o dia e a gente vive em uma constante mudança em tudo”.

“(Ainda há) Um público muito conservador, muito machista e muito homofóbico. Que quer bater na tecla do ódio. São esses os momentos que tenho mais vontade ainda de ousar”. Vitão canta músicas com referências de R&B, pop e rap, mostrando ser uma pessoa eclética. Em 2019, ele lançou seu primeiro single autoral, “Tá Foda”.

“Minha carreira começou a se desenvolver de uma forma bizarra, muito rápida. Dois, três meses depois eu já estava indo para a estrada fazer show. Quando vi, já estava cantando com a Anitta, minhas músicas estavam na rádio”, destaca. “Quero ser um artista completo. Venho nesses processos de entrar no casulo e virar borboleta em vários momentos da minha vida. Estou me desenvolvendo de uma forma muito maluca e atingindo lugares artisticamente que eu nem imaginava que poderia”.

Liberdade

“Cada um tem que ter o direito de se rotular do que quiser, do que se sentir confortável. Para muitas pessoas, isso é necessário. Mas eu tenho buscado poder falar sobre essas coisas abertamente, quebrar esses lugares que a gente insiste em se colocar. Falar para os meninos, estabelecer uma relação direta com quem me acompanha”.

“Irmão, você pode se vestir do jeito que quiser, você pode falar da forma que quiser e isso não tem que te rotular de forma nenhuma. Eu acredito que vai ter um momento em que a gente vai poder só viver. Só ser e existir da forma que quiser, se relacionar com quem tiver vontade”, diz.

Fonte: G1

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