Ciência e Tecnologia

Cientistas criaram avião com propulsores e que funciona sem combustível

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O futuro está mais perto de nós do que pensamos. Os cientistas estão sempre trabalhando em projetos para deixar o nosso mundo mais funcional e nossa vida a mais cômoda possível. O passo que eles deram agora foi a criação de um avião que é movido por uma unidade de íons, ao invés de peças e combustível com os aviões normais.

A equipe que criou o projeto é do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) e foi liderada por Steven Barret. Eles explicaram como o avião é movido pela eletrodinâmica e como ele usa a propulsão de estado sólido, não precisando assim de hélices ou motores a jato que usam um combustível descartável.

“O futuro do voo não deve ser coisas com hélices e turbinas. Deve ser mais parecido com o que você vê em Star Trek, com uma espécie de brilho azul e algo que desliza silenciosamente pelo ar”, disse Barret.

A construção dessa aeronave não foi possível antes porque a tecnologia que existia em outras épocas não proporcionava que ela existisse. Em 1921, por exemplo, os cientistas não conseguiriam criar alguma coisa parecida, o que anteriormente era visto como uma tecnologia antigravidade.

Aeronave

O que os cientistas criaram e ficaram testando, desde 2016 até esse ano, é uma aeronave de 2,45 quilos, com cinco metros de envergadura. Nas suas asas têm um monte de eletrodos finos e na frente deles, fios finos. Já atrás da aeronave, existe um aerofólio, que é como se fosse um cura que ajuda na decolagem.

Os fios da parte da frente são carregados com 20 mil volts positivos e os de trás com 20 mil negativos, isso cria um campo elétrico muito forte. Os elétrons da frente do avião são tirados das moléculas de nitrogênio do ar para que eles consigam produzir íons. Esses íons vão para a parte traseira do avião e fazem um vento iônico que dá impulso a aeronave.

“A ideia básica é que, se você ionizar o ar, o que significa remover um elétron dele, poderá acelerar o ar com um campo elétrico. Como a força que você recebe se você esfregar um balão em sua cabeça”, explicou.

Testes

O avião foi testado em 10 voos e conseguiu voar 60 metros em cerca de 12 segundos, com uma eficiência de 2,6%. E essa eficiência aumenta conforme a velocidade vai aumentando, assim como em um avião normal.

A técnica usada foi parecida com a usada em espaçonaves que vão para o espaço. E segundo Barret, existem algumas semelhanças significativas. Mas a diferença é que as espaçonaves precisam da ionização de um combustível e o avião que o MIT desenvolveu não precisa de nenhum propulsor, apenas seus fios finos e uma bateria de polímero de lítio que esteja pronta para ser usada.

Futuro

Atualmente, essa tecnologia está no estado de protótipo ainda, mas as possibilidades de uso para ela no futuro são inúmeras. Esse sistema de propulsão poderia ser usado em drones, os tornando quase que silenciosos. “Eu ainda não sei se você verá grandes aeronaves transportando pessoas em breve, mas obviamente eu ficaria muito animado se fosse esse o caso”, comenta Barrett.

Os testes no avião continuam e agora a equipe já consegue girá-lo no ar através de um controle remoto. Antes, ele só andava em linha reta. No final do trabalho, a equipe do MIT faz uma comparação do seu primeiro voo, de 12 segundos, com o primeiro voo dos irmãos Wright, em 1904, de 11 segundos.

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