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Existe uma cidade do ”futuro” nos EUA que nunca terminou de ser construída

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Enquanto Elon Musk tem planos ambiciosos de construir uma cidade em Marte, aqui no planeta Terra temos um projeto em andamento para uma “cidade do futuro”. A ideia é construir uma cidade totalmente inspirada no futuro, baseada em um design futurístico urbano. O local escolhido para ser a cidade do futuro foi no meio do deserto do Arizona, nos Estados Unidos.

No entanto, o projeto de construção, iniciado há quase cinco décadas, ainda permanece inacabado, e sem previsão de conclusão. A tal cidade experimental, projetada para abrigar milhares de pessoas, até agora tem apenas algumas dezenas de habitantes. Levando em consideração que hoje, o projeto está apenas 5% completo. Ou seja, falta muito ainda o que ser feito.

Arcosanti

O ideia de construir uma cidade futurística no meio do deserto é do arquiteto italiano Paolo Soleri. A chamada Arcosanti seria a realização do sonho do arquiteto de criar um laboratório urbano avançado. Nele, as atividades cotidianas da população seriam alimentadas através de recursos naturais do planeta.

Soleri batizou a sua visão de “implosão urbana”, referência ao design que promoveria densidade e reduziria a expansão, excluindo completamente os carros e estradas. Quanto a iluminação das casas, os quartos seriam iluminados por raios naturais do sol. Já a ambientação da cidade, ao invés de ar-condicionado, tinha a vegetação natural para fornecer sombra natural e uma temperatura agradável. Não deixa de ser uma ideia interessante na teoria, mas na prática, fazer tudo isso funcionar não saiu bem como o planejado.

Conforme a construção da Arcosanti se deteriorava, outras cidades e designer começaram a surgir com ideias melhores do que as de Soleri. No Catar e Arábia Saudita, por exemplo, já estão sendo desenvolvidas cidades com tubos de lixo pneumáticos. Além de robôs trabalhando em funções antes apenas humanas e drones movidos a energia solar. A Malásia tem planos de construir uma cidade com plantas auto-irrigantes e janelas auto-reparadoras.

Se comparada a esses projetos, as estruturas baixas de Arcosanti, com cúpulas e fachadas marrom, se parecem mais como uma antiga aldeia hippie. Mas ainda assim, as ideias de Soleri estão muito longe de ser ultrapassadas. O arquiteto foi um dos primeiros a propor o abastecimento local de alimentos e energia solar. Tais conceitos são hoje considerados paradigmas do design urbano. Com o financiamento certo e planejamento, esses conceitos ainda têm um grande potencial. Inclusive, de ajudar com questões importantes como a mudança climática e a superpopulação mundial.

Projeto inacabado

Quando Soleri imaginou Arcosanti, no final da década de 1960, ele e sua esposa criaram a Fundação Cosanti. A organização sem fins lucrativos é a responsável pelo projeto atualmente. Em 1970, Soleri deu início a construção da sua tão sonhada cidade. Ele começou a trabalhar nas primeiras estruturas de Arcosanti, as quais ele descreveu em seu livro: A cidade na imagem do homem.

As terras, onde hoje fica a cidade, foram adquiridas através de um empréstimo. Mas inicialmente, o trabalho braçal de erguer a cidade foi feito por seguidores das ideias do arquiteto. Entre eles, estavam estudantes, arquitetos, jornalistas, cineastas e outros entusiastas que se ofereceram para ajudar a tornar o sonho de Soleri realidade.

Os problemas vieram quando os conceitos futurísticos do arquiteto se mostraram muito difíceis de executar e muito caros. Com uma diminuição do financiamento, a construção da cidade também foi impactada. Não demorou muito para que os seguidores das ideias de Soleri também desistissem do projeto.

“As pessoas originais que trabalham lá ou ficaram frustradas e foram embora, ou ficaram lá, ficaram mais velhas e instalaram-se em seus aconchegantes apartamentos projetados por Soleri para viverem uma vida agradável e hippie”, disse James McGirk, ex-participante de uma oficina em Arcosanti.

Hoje, com apenas 5% do projeto concluído, a cidade do futuro abriga cerca de 80 moradores. Os chamados “Arconauts” recebem um salário mensalmente para trabalhar para a Fundação Cosanti, que mantém a cidade funcionando. Os moradores trabalham cerca de 40 horas por semana fazendo a manutenção em terrenos, construindo ou administrando o empreendimento. A maior parte do financiamento atual da cidade é fruto da venda de sinos de bronze fabricados no local.

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