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Jovem que acordou com intestino exposto relata sexo e uso de entorpecentes

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Em janeiro, o Brasil ficou sem entender o caso de um jovem que acordou ao lado da namorada com o intestino para fora em praia do Espírito Santo. Em depoimento, a vítima disse que, antes da situação, usou LSD no dia do fato e teve fortes alucinações.

A declaração do rapaz está no relatório final do inquérito da polícia. Além disso, após análise dos fatos, o documento defende o indiciamento da namorada do garoto, Lívia Simões Paiva Pedra, de 20 anos.

Sendo assim, o Ministério Público apresentou a denúncia à Justiça, a qual acatou ao pedido. Agora, a companheira do jovem é ré por lesão corporal grave, podendo responder à acusação em liberdade. Se ela sofrer a condenação, ela pode ficar presa em um período de dois a oito anos. Mesmo assim, o namoro dos dois segue firme.

Fonte: TV Gazeta / Reprodução

Sexo, drogas e banho de mar

De acordo com o jovem que sofreu o corte profundo, entre 15 e 16 de janeiro, o casal atravessou o Parque Morro da Pescaria e acessou a remota Praia do Ermitão, em Guarapari. Em geral, a trilha para essa travessia costuma ficar fechada, mas a dupla conseguiu driblar a interdição andando sobre as pedras perto do mar.

Uma vez que o casal estava na zona praiana, o jovem relata que abriu uma garrafa de vinho e tomou com a namorada enquanto ouviam música. Além disso, ele conta que houve prática de sexo seguida de banho no mar.


Depois de mergulhar na água, o rapaz afirma que o casal voltou à praia, e é nesse momento que as coisas começam a ficar turvas. Isso porque o relato narra o uso de LSD, o que resultou em fortes alucinações visuais. Logo, a partir de então as lembranças do jovem são escassas, mas ele afirma lembrar de alguém lhe golpeando na cabeça e na barriga.

Fonte: Redes sociais / Reprodução

Por isso, o advogado da dupla, Lécio Machado, defende que houve uma tentativa de ataque por terceiros, e não pela namorada do rapaz. Inclusive, essa tese ganha reforço de uma mensagem de WhastApp que o jovem mandou na época da repercussão do caso. No texto, ele afirma a existência de uma tentativa de latrocínio, e que na ação, perdeu celular e dinheiro.

Essa narrativa do apagamento com o uso de drogas também foi apresentada pela namorada do rapaz. Além disso, ela conta que às duas da manhã acionou os guardas do parque ambiental para ajudar no socorro de seu namorado. Porém, câmeras mostram que a assistência só se deu na manhã do dia 16.

Versão do MP

Por outro lado, as autoridades veem em Lívia uma responsabilidade pelo dano gerado em seu namorado. Conforme consta na denúncia do Ministério Público: “A denunciada, utilizando objeto cortante, golpeou a barriga do réu e o rosto dele, causando-lhe as lesões gravíssimas estampadas nas fotos e vídeos juntadas aos autos, bem como no prontuário médico, que determinaram a debilidade permanente do intestino delgado da vítima, deformidade permanente e fratura da cavidade nasal e seio maxilar”, descreve o documento.

Fonte: Andrea Piacquadio

Além disso, o prontuário médico do jovem aponta a alta presença de fentanil em seu sangue. Essa substância possui uso em anestesias pré-cirúrgica, sendo 50 vezes mais potente que a heroína e 100 vezes mais poderoso do que a morfina. Logo, a vigência do fentanil fez o inquérito perder a fé na tese de que houve uma tentativa de latrocínio.

Seja qual for a versão correta, o fato é que a noite do dia 15 gerou danos permanentes ao intestino do rapaz. Ele recebeu alta no dia 17 de março, porém, duas semanas depois, o garoto teve que voltar ao hospital por conta de inflamação e febre.

Fonte: G1.

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