O Primo de Belphegor, o verdadeiro número de besta

Avatar for Bruno DiasBruno DiasCuriosidadesmarço 21, 2019

As religiões são uma forma de as pessoas entenderem ou buscarem respostas para algumas perguntas existenciais, que normalmente não são respondidas facilmente, como por exemplo, como surgiu a vida, o que acontece depois da morte e para onde vamos quando essa vida acaba. E às vezes, também ditam regras de boa conduta para que as pessoas não acabem em um lugar dito como o pior, ou que dizem ser o lar de pessoas más após a morte.

E para os cristãos e em um entendimento geral, a besta, o capeta, tem um número, que é 666. Esse número é falado em canções de heavy metal e no Livro das Revelações, como o número que prediz o apocalipse. Mas os matemáticos, ainda mais os teóricos de números, têm o seu próprio número da besta e ele é um número primo e ele se chama Primo de Belphegor. Os números primos são os números naturais que têm apenas dois divisores diferentes: o 1 e ele mesmo.

O número é 1.000.000.000.000.066.600.000.000.000,001 que é um milhão e meio, sessenta e seis quatrilhões, seiscentos trilhões e um. A sequência do número é de 13 zeros, 666, outros treze zeros e mais um. O número 13 já é conhecido por dar má sorte e quando ele se duplica nesse número da besta, é mais assustador ainda.

Esse número foi descoberto como sendo um número primo por Clifford A. Pickover. Ele determinou que este é parte de uma sequência principal envolvendo o número de zeros que pode se adicionar nos dois lados do 666, para que se faça um número primo, no caso 16661, que também é primo.

O nome desse número vem de Belphegor, que é um dos sete príncipes do inferno. Ele é conhecido por tentar as pessoas com o dom da descoberta e da invenção.

O número

O número da besta, o 666, vem da bíblia. Ele está escrito no livro do Apocalipse no Novo Testamento. Nesse livro, no verso 13:18 diz: “Aquele que entende pode calcular o número da besta, pois é um número que representa uma pessoa. Seu número é seiscentos e sessenta e seis”.

O livro é bem antigo, mas a a superstição humana em relação aos números é muito mais velha. Começamos com Pitágoras, aquele mesmo do teorema, ele acreditava que os números são o princípio subjacente da realidade. Ele fez uma doutrina religiosa sobre o significado de vários números, onde o sete é colocado como um número sagrado e o 13 como um número azarado. Mas como a maior parte de suas obras está perdida, não é possível saber se ele é o responsável por difundir a reputação do 666.

E como se viu, o número da besta pode ter sido ensinado errado. Os povos antigos não usavam o sistema de numeração que usamos hoje, ao invés disso, eles escreviam números de uma forma que exigia que os leitores calculassem as somas como fazem com os numerais romanos.

Segundo o manuscrito mais antigo do livro do Apocalipse o número da besta pode ser 616. A maioria dos estudiosos e historiadores acredita que o número é referente ao imperador romano Nero que era temido pelos autores da bíblia porque era violento e perseguidor de cristãos, judeus e de qualquer pessoa que ele não gostasse.

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