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Zapatistas mexicanos afirmam que vão invadir a Espanha

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Um grupo de sete zapatistas, revolucionários indígenas mexicanos, está se preparando para cruzar o Oceano Atlântico, para invadir pacificamente a Espanha. De acordo com uma recente reportagem, publicada pelo portal de notícias Odditycentral, o feito seria uma maneira única de relembrar o aniversário da conquista espanhola, que, neste ano, completa 500 anos.

Jornada

O grupo de zapatista – formado por três homens, três mulheres e uma mulher trans – deixara o solo mexicano ontem, 03 de maio, a bordo de um barco de madeira, batizado como “La Montana”, ou “A Montanha”. Conforme expôs o portal de notícias Odditycentral, o grupo pretende chegar à Espanha no dia 13 de agosto, dia em que Tenochtitlan, a capital asteca, caiu nas mãos dos conquistadores espanhóis, em 1521.

Em vez de banhar o território espanhol com sangue, como os conquistadores em outrora, os zapatistas planejam simular uma tomada pacífica. “Declaro que, a partir de agora, este lugar, hoje referido como ‘Europa’ por quem aqui vive, se chamará: SLUMIL K´AJXEMK´OP, que significa ‘Terra Rebelde’ ou ‘Terra que não cede, nem desiste”, proclamará o revolucionário transgênero ao chegar na Espanha. “E é assim que será conhecido por seu próprio povo e por outros enquanto houver pelo menos alguém aqui que não se renda ou desista”.

“Se conseguirmos pousar e abraçar com palavras aqueles que estão lutando ali, que resistem e se rebelam, então haverá uma festa com canto e dança. A batida da cumbia e o ritmo dos quadris sacudirão terras e céus”, explicou o subcomandante Galeano, líder do grupo zapatista.

Situações adversas

O subcomandante Galeano, um dos lendários revolucionários, lidera o grupo de zapatistas desde 1994. Para Galeano, há chances de La Montana não poder atracar quando chegar à cidade espanhola de Vigo. Prevendo tal cenário, os sete viajantes podem, quando chegarem ao destino, recorrer ao uso de quatro canoas de madeira.

As embarcações, anexadas ao barco mãe, foram construídas para representar diferentes fases da experiência zapatista e devem ser utilizadas para retornar ao México caso algo aconteça com a embarcação principal.

Os veículos de comunicação que cobriram o caso dos zapatistas não informaram se o grupo estará munido de alimentação e água. Os portais de notícia não revelaram a rota que o grupo deseja abraçar e tampouco disseram se o grupo possui conhecimentos técnicos para realizar a travessia. Não está claro também se o grupo está preparado para enfrentar quaisquer situações adversas, como, por exemplo, tempestades e ou qualquer outro fenômeno que acontece comumente em alto mar.

Os zapatistas ganharam fama em 1994, quando encenaram um levante de 12 dias no estado de Chiapas, no sudoeste do país, para protestar contra o Acordo de Livre Comércio da América do Norte (Nafta) e aumentar a conscientização sobre a situação dos povos indígenas no México.

Liderados pelo carismático subcomandante Galeano, os zapatistas ocuparam prédios em várias cidades de Chiapas. À data, a operação executada pelo grupo exigiu a intervenção do exército.

Anunciada em outubro de 2020, a jornada inusitada dos zapatistas visa enviar aos espanhóis duas mensagens: 1) “Vocês não nos conquistaram. Continuamos resistindo e nos rebelando”; 2) “Não há razão para você pedir perdão por nada.

 

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