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Enfermeira faz parto às pressas em calçada e reanima recém-nascido

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Ser mãe é o sonho de várias mulheres. Viver a gravidez pode ser um momento mágico na vida de uma mulher, e se esse for o sonho dela, ter um filho pode ser um momento bastante esperado e imaginado. Então, nada mais justo e esperado do que a mãe querer se lembrar do momento do parto de seu filho.

No entanto, não é todo parto que acontece de forma tranquila e em um lugar apropriado. Como por exemplo, essa enfermeira, que teve que fazer um parto às pressas e ainda reanimar o bebê recém nascido na calçada de uma rua de São Vicente, no litoral de São Paulo.

De acordo com a enfermeira Luciana Oliva, o bebê nasceu prematuro, com uma estimativa de 30 semanas, o que são quase sete meses, empelicado, ou seja, envolvido na bolsa amniótica e com o cordão umbilical enrolado em volta do seu pescoço.

Dar à luz

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Claro que um parto assim, em um hospital já é complicado, agora imagine no meio da rua. Justamente por isso que a enfermeira disse que o acontecido marcou sua vida para sempre.

O parto aconteceu na Rua Catalão, no bairro Voturuá. Segundo a prefeitura, o bebê está na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Neonatal do Hospital Municipal, e ainda não tem previsão de alta.

“Eu estava descansando em casa, pois tinha feito plantão durante a noite anterior em um hospital de São Paulo. Meu marido me acordou porque populares estavam me chamando na porta de casa. Eles me disseram que na quadra seguinte, tinha uma mulher dando à luz na rua. Nem pensei, só peguei um par de luvas e fui”, contou a enfermeira.

Quando Luciana chegou no local ela encontrou a mulher, que não teve seu nome divulgado, já em trabalho de parto. A futura mãe estava em cima de um colchão que tinha sido colocado na calçada. Nesse momento a enfermeira seguiu com o seu trabalho, mas não imaginava que teria mais desafios pela frente.

Complicações

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“Quando a bolsa estourou, ele estava sem vida. O pescocinho estava laçado. Aspirei o nariz dele com a minha boca, e foi reanimado. Essa foi a minha maior dificuldade, uma vez que estava sem qualquer material”, disse ela.

De acordo com a enfermeira, uma das possíveis causas para essa dificuldade de respiração do bebê foi justamente o seu nascimento prematuro. Ela também contou que uma equipe de Resgate do Corpo de Bombeiros chegou logo na sequência.

A enfermeira acompanhou o recém nascido na ambulância até ele chegar no Hospital Municipal de São Vicente. Entretanto, depois disso, Luciana não teve mais contato com a mãe depois disso.

Inesquecível

Parto sem medo

“Marcou a minha vida para sempre. É inesquecível. Uma coisa é você trabalhar no hospital e estar com tudo na sua mão, outra é você estar na rua e sem nada”, ressaltou ela.

Embora o bebê tenha nascido prematuro, de acordo com a administração municipal, por meio da Secretaria da Saúde (Sesau), ele nasceu com 1.222 quilos e já começou a tomar leite materno no último sábado.

Parto

Oceano medicina

O parto dessa mulher no meio da rua foi uma coisa totalmente atípica. Tanto que, normalmente, as mulheres agendam a data e o horário que querem fazer seu parto. E a maioria delas tendem a preferir fazer um parto cesária. Normalmente, eles costumam ser mais comuns durante o dia. Mas em outros tempos, em que os partos não eram agendados, os bebês eram mais propensos a nascer, de forma espontânea, à noite.

Isso acontece porque o parto humano natural é predominantemente noturno, assim como o dos primatas. Um estudo foi feito a respeito do horário de nascimento humano e foi analisado pelos pesquisadores da Universidade Autônoma de Madri. Esse estudo teve como base 4.599 partos que aconteceram entre 1887 e 1892.

O período de tempo escolhido foi esse porque, nessa época, os partos não eram programados como são hoje em dia. Os resultados foram quase unânimes. Os bebês nasceram principalmente à noite.

Os primatas têm esse padrão de nascimento à noite porque isso evita que predadores vejam o parto. Além de permitir que a mãe e seu filho sejam protegidos pelo resto do grupo à noite. O mesmo padrão é visto nos humanos. Até porque, nós também pertencemos à mesma família de hominídeos.

Fonte: G1, VIX

Imagens: G1, Partos sem medo, Oceano Medicina

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