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Outros países consomem batata palha?

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Batata palha é aquele tipo de alimento que quem não gosta ou é louco, ou nunca comeu. Pelo menos para a maioria dos brasileiros a realidade é essa. Essa delícia, caso você more embaixo de uma pedra e não conheça, de fato vem de batatas. Sendo assim, a indústria corta esse tubérculo em pequenos filetes de no máximo três centímetros e o frita por imersão. 

Elas se assemelham bastante às chips. Além disso, sua cor, textura e sabor são similares, porém, são servidas de forma diferente. Os brasileiros comercializam esse complemento da refeição em pacotes desidratados. As batatinhas costumam acompanhar pratos como salpicão, bacalhau e estrogonofe

A primeira venda de batata palha se deu inicialmente em Niterói, no Rio de Janeiro, por Renato Cerqueira. Ele, ao lado de parentes, é o criador das famosas batatas Crac, cuja fábrica, hoje em São Gonçalo, intitula-se como a primeira de batata palha do mundo. Porém, será que outros países gostam dessa iguaria tanto quanto os brasileiros?

Fonte: Shutterstock

Países que também consomem batata palha

Em outros países, como os Estados Unidos, as shoestrings potatoes são as mais próximas das batatas palhas. Lá, os americanos cortam o alimento no formato julienne, que nada mais são que longas tirinhas. Porém, maiores que as de batata palha, portanto, similares, mas não iguais. O nome shoestring vem de “cadarço”, que faz referência ao formato. Esse modelo de batatas pode ser feito em casa ou pode ser encontrado em um supermercado. Porém, servem mais como um pequeno lanche, e não como acompanhamento de refeições. 

Indo para o continente europeu, os franceses têm as chamadas pommes pailles, que são as “batatas-canudo”. Elas são cortadas no formato allumette, e ficam quase do tamanho de um palito de fósforo. De volta ao continente americano, em Cuba, eles consomem fritas fininhas que coroam o La Frita Cubana. Essas fritas também são cortadas em julienne e acompanham o hambúrguer de carne bovina e suína. Esse acompanhamento é similar ao nosso cachorro-quente, que é coroado pelas batatas palhas.

Ou seja, podemos ver que, apesar de existirem itens similares, a nossa batata palha é única. Além disso, para as finalidades que comentamos, como comer com arroz e estrogonofe, também é exclusivo do Brasil. Até alguém exportar a ideia, é claro. 

A história da batata

Constantemente, ouvimos falar da expedição de Charles Darwin pela América do Sul. Nessa viagem, a batata foi a princesinha dos olhos do pesquisador. Afinal, ele se surpreendeu com a planta pela capacidade dela de se adaptar ao ambiente e pelo alto valor nutricional de seu tubérculo.

Fonte: Associação Brasileira de Direito do Estado

A propósito, a batata sozinha oferece quase todos os valores nutricionais que precisamos no dia, com exceção da vitamina D. Mesmo assim, esse bem natural não foi muito bem aceito na Europa logo de cara. Por lá, existia a crença de que o tubérculo era uma criação de bruxas. Dessa forma, quando os espanhóis voltaram do Peru com batatas, a popularização dela não se deu logo de cara.

Porém, vieram as guerras do século 17, e com elas, a fome. Logo, agricultores encontraram na batata um aliado fiel, que se cultivava de forma fácil e nutria famílias inteiras com muito pouco. Como consequência disso, os estados do Velho Continente passaram a decretar o incentivo ao consumo de batatas.

Atualmente, esse bem da natureza é a quarta cultura alimentar que mais se planta no mundo, atrás apenas do arroz, do trigo e do milho. Além disso, a batata também tomou conta de todas as culinárias do mundo. Nesse sentido, isso explica a grande variedade de preparos com ela: a brasileiríssima batata palha, frita, assada, recheada, purê, suflê e chips.

Fonte: Super Interessante, Caldo Bom.

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